Tradição compartilhada no limiar entre a vida e a morte: a Trezena de Santo Antônio e seu ritual festivo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Morrer na atualidade tem seguido determinações que muitas vezes rompe com os rituais que historicamente marcaram esse acontecimento na sociedade brasileira. Partindo do que foi pesquisado em um processo de doutoramento, o presente artigo apresenta parte da tese denominada “A experiência, a metrópole e o velho”, verticalizando na discussão relativa a existência de uma tradição religiosa, compartilhada na família de uma das senhoras cuja trajetória de vida foi objeto de análise. A perpetuação da tradição familiar da Trezena de Santo Antônio, na família da depoente da pesquisa, acontece em atendimento a um pedido realizado pela sua irmã, que se encontrava no limiar entre a vida e a morte e retoma sentidos que contemplam também a festividade. Como parte dos ritos da trezena, encontramos a preparação dos sequilhos Bobis, cuja narrativa remete aos sabores que enganam a morte e presentificam os entes queridos ausentes. Tal reflexão se baseia no diálogo com a obra de Walter Benjamin tomando a prática do conselho como uma das dimensões da experiência.

Abstract

Assunto

Tradição (Teologia), Tradição oral, Religiosidade, Festas religiosas

Palavras-chave

Experiência, Conselho, Morte, Limiar, Memória

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https://periodicos.ufmg.br/index.php/geografias/article/view/15377/12245

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