Capsaicin: a potential therapy adjuvant for intestinal bowel disease

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Artigo de periódico

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Capsaicina: um potencial adjuvante terapêutico para doenças do trato gastrointestinal

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Resumo

A maioria dos pacientes com doença inflamatória intestinal evita pimenta ou alimentos picantes, alegando que esse condimento causa sensação de queimação anal e acelera os movimentos intestinais. A capsaicina é o principal componente bioativo da pimenta, responsável pelo sabor picante característico da pimenta vermelha. A capsaicina tem sido associada a diversos efeitos biológicos, incluindo redução da gordura corporal, atividades anti-inflamatórias, anticancerígenas, antioxidantes e modulação da motilidade intestinal. Essas ações devem-se principalmente ao seu papel como agonista do receptor de potencial transitório vaniloide 1 (TRPV1), expresso no sistema nervoso mesentérico e nas células epiteliais do cólon. Além disso, a ação anti-inflamatória da capsaicina também está relacionada ao seu papel na ativação do receptor gama ativado por proliferadores de peroxissomas (PPAR-γ). Formulações tópicas de capsaicina já são utilizadas para o controle da dor, mas a administração oral da capsaicina é rara. Neste artigo, discutimos as principais ações da capsaicina que podem interferir nos sintomas e na gravidade da DII. Embora experimentos com animais sugiram um efeito benéfico da capsaicina na colite, estudos clínicos que explorem o potencial analgésico e anti-inflamatório da capsaicina na doença de Crohn ou na colite ulcerativa são escassos. Concluímos que não há evidências de que a capsaicina agrave os sintomas ou a gravidade da DII (Doença Inflamatória Intestinal). Pelo contrário, estudos experimentais sugerem que a capsaicina pode reduzir a inflamação intestinal por um mecanismo que pode envolver não apenas o receptor TRPV1, mas também o PPARγ. No entanto, estudos clínicos ainda são escassos e os dados referentes às concentrações de capsaicina, vias de administração e efeitos colaterais a longo prazo precisam ser melhor compreendidos antes de seu uso.

Abstract

Most of the patients with inflammatory bowel disease avoid pepper or spicy food, alleging that this condiment causes anal sensation of burning and accelerates intestinal movements. Capsaicin is the main bioactive component of peppers responsible for the pungent flavor that characterizes red peppers. Capsaicin has been related to several biological effects, including decreased body fat, antianti-inflammatory, anticarcinogenic, antioxidant activites and modulator of intestinal motility. These actions mostly are due to its role as an agonist of the transient receptor potential vanilloid 1 (TRPV1), expressed in the mesenteric nervous system and epithelial cells of the colon. Nonetheless, the anti-inflammatory action of capsaicin is also related to its role in activating the peroxisomal proliferator-activated receptor gamma (PPAR-γ). Topical capsaicin formulations are already used for pain management, but oral administration of capsaicin is rare. Here, we discuss the main actions of capsaicin that could interfere with the symptoms and severity of IBD. Although animal experiments suggest a beneficial effect of capsaicin on colitis, clinical studies exploring the potential analgesic and anti-inflammatory of capsaicin on Crohn or Ulcerative Colitis are scarce. We concluded that there is no evidence that capsaicin aggravates IBD symptoms or severity. On the opposite, experimental studies suggest that capsaicin could reduce intestinal inflammation by a mechanism that could involve not only the TRPV1 receptor but also PPAR γ. However, clinical studies are still scarce, and data regarding capsaicin concentrations, routes of administration, and long-term side-effects need to be better understood before its use.

Assunto

Capsaicina, Doenças inflamatórias intestinais

Palavras-chave

Capsaicin, Ulcerative Colitis, Crohn disease, Inflammatory bowel disease, Inflammation, TRPV1, PPAR-γ

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https://openaccesspub.org/jddd/article/1203#

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