Avaliação do estabelecimento da população de células B hepáticas durante o desenvolvimento pós-natal em camundongos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
O processo em que o fígado neonatal reorganiza sua estrutura e funções para transitar entre os diferentes períodos fetal e adulto é pouco explorado na literatura. Sabemos que há uma alteração significativa no perfil imune celular do fígado ao longo desse desenvolvimento pós-natal, onde a predominância de células mieloides nos neonatos é substituído por células linfoides nos adultos. Os linfócitos B estão entre essas células que se alteram em número. Mas, apesar de sua grande importância em muitos processos, existem poucos estudos sobre células B no ambiente hepático e ainda menos estudos sobre as células B no fígado neonatal. Por essas razões nos perguntamos: como a população de células B hepática se altera nos neonatos até seu estabelecimento no órgão adulto maduro? Para responder a essa pergunta foram estudados camundongos nas fases de desenvolvimento fetal, neonatal e adulta. Observamos por microscopia intravital que células B estão localizadas no interior dos sinusoides hepáticos em neonatos e adultos e parecem patrulhar a vasculatura. Neonatos de uma semana também apresentaram aglomerados de células no parênquima. Nos neonatos, predominam células B maiores, mais ativas e com grandes alterações morfológicas. Por outro lado, nos adultos predominam células de morfologia arredondada clássica e com menor movimentação. Por meio da citometria de fluxo, observamos que diferentes subpopulações de células B estão presentes nas fases de desenvolvimento. Ainda predominam células precursoras no fígado até duas semanas pós-nascimento. O estabelecimento das células B ainda não está completo ao nascimento e continua no período neonatal, com o perfil das subpopulações de células B como caracterizado nos adultos se estabelecendo nos órgãos apenas na quarta semana de idade. Nesse contexto o fígado neonatal ainda desempenha um importante papel com potencial na formação de células B maduras que podem migrar para a colonização de outros órgãos. Por fim, o perfil de imaturidade de células B na fase neonatal se reflete na reduzida produção própria de anticorpos nos neonatos, o qual é suprido pelo fornecimento de IgG pelo leite materno.
Abstract
The process in which the neonatal liver reorganizes its structure and functions to transit
between the different fetal and adult periods is poorly explored in the literature. We
know that there is a significant change in the cellular immune profile of the liver
throughout this postnatal development, where the predominance of myeloid cells in
neonates is replaced by lymphoid cells in adults. B lymphocytes are among these cells
that change in number. But, despite their great importance in many processes, there
are few studies on B cells in the hepatic environment and even fewer studies on B cells
in the neonatal liver. For these reasons, we asked ourselves: how does the liver B cell
population change in neonates until it is established in the mature adult organ? To
answer this question, mice in the fetal, neonatal, and adult stages of development were
studied. We observed by intravital microscopy that B cells are located within the
hepatic sinusoids in neonates and adults and seem to patrol the vasculature. One-
week-old neonates also showed clusters of cells in the parenchyma. In neonates,
larger, more active B cells with major morphological alterations predominate. On the
other hand, in adults, cells with a classic rounded morphology and less movement
predominate. Through flow cytometry, we observed that different subpopulations of B
cells are present in the development phases. Precursor cells still predominate in the
liver up to two weeks after birth and the profile of B cell subpopulations as
characterized in adults are established in the organs only in the fourth week. B cell
establishment is not yet complete at birth and continues into the neonatal period. In
this context, the neonatal liver still plays an important role with potential in the formation
of mature B cells that can migrate to colonize other organs. Finally, the immaturity
profile of B cells in the neonatal phase is reflected in the reduced production of
antibodies in neonates, which is supplied by the supply of IgG in breast milk.
Assunto
Biologia Celular, Fígado, Crescimento e Desenvolvimento, Linfócitos B
Palavras-chave
desenvolvimento neonatal, linfocitos B, figado