Poéticas das corporeidades negras: criatividades educativas que tramam o (com)viver do bloco afro Angola Janga

dc.creatorMarcone Loiola dos Santos
dc.date.accessioned2025-02-21T14:45:27Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:24:15Z
dc.date.available2025-02-21T14:45:27Z
dc.date.issued2024-08-28
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80298
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectBrasil - [Lei n. 10.639, de 09 de janeiro de 2003]
dc.subjectAngola Janga (Bloco carnavalesco)
dc.subjectNegros - Cultura
dc.subjectCarnaval - Belo Horizonte (MG)
dc.subjectBlocos carnavalescos - Belo Horizonte (MG)
dc.subject.otherAfromineiridade
dc.subject.otherCarnaval de Belo Horizonte
dc.subject.otherEducação popular negra
dc.subject.otherLei 10.639/03
dc.titlePoéticas das corporeidades negras: criatividades educativas que tramam o (com)viver do bloco afro Angola Janga
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Nilma Lino Gomes
local.contributor.advisor1Natalino Neves da Silva
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8701722710780673
local.contributor.referee1Emmanuel Duarte Almada
local.contributor.referee1Shirley Aparecida de Miranda
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/9425304509311871
local.description.resumoComo o Angola Janga, enquanto sujeito coletivo, constrói corporeidades negras desde o com(viver) na cultura afro-brasileira criada-recriada no cotidiano das ações que acontecem no território da capital mineira? É esta a pergunta que a presente pesquisa se encarrega de responder. Herdeiro dos movimentos culturais afrodiaspóricos que elegeram a festa como arquivo de memórias e arma de luta contra o racismo, o bloco afro Angola Janga, no contemporâneo Carnaval de Belo Horizonte (BH), emerge com objetivos pautados no reconhecimento e na valorização das histórias e culturas africanas e afro-brasileiras, com ações pautadas na afirmação dos direitos vinculados à cultura, à memória, à cidadania e à educação das pessoas negras belo-horizontinas. Lançando mão de uma abordagem qualitativa, tendo a etnopesquisa crítica como base metodológica de criatividade do fazer acadêmico, essa pesquisa aconteceu na radicalização da categoria experiência, desde o corpo, elegendo o corpo negro do pesquisador como artificio de compreensão do corpo social e coletivo do bloco afro em questão. Através da observação participante no cotidiano dos ensaios e no cortejo de Carnaval, no biênio 2022-2023, juntamente com entrevistas narrativas realizadas com cinco engajadas pessoas integrantes do bloco, o objetivo geral desta dissertação visa compreender o Angola Janga como um corpo coletivo que é composto pelo (com)viver cotidiano das pessoas integrantes em experiências intersubjetivas que constituem corporeidades negras afrodiaspóricas na capital mineira. Para tanto, na necessidade de fazer do material escrito um elemento inerente ao contexto investigado, sem destacar os conteúdos analisados dos corpos que os mobilizam, a Metodologia Literária do Semear é elaborada e apresentada, na tessitura de uma lírica acadêmica que articula de modo dialógico diferentes linguagens escritas, visuais e sonoras. A partir disso, emerge compreensões que elegem as corporeidades negras como a força motriz, matriz, viva, criativa e dinâmica da agremiação afrocarnavalesca. Nesse sentido, o corpo social do Angola Janga era a extensão de cada corpo individual que nele se integrava, numa trama de diversas linguagens poéticas/festivo-políticas. Era um corpo coletivo pontilhado por singularidades; um corpo espectral que na vibração das criatividades internas e relacionais, irradiava-se para a cidade e também se debruçava sobre si mesmo. Desse modo, educou e reeducou a si próprio, o Carnaval e a cidade, apresentando outras experiências possíveis em meio à cartografia monológica do planejamento urbano afrancesado da capital das Minas. Com isso, os modos de construção da festa que eram agenciados no bloco transgrediram as estruturas coloniais do sentir-fazer-pensar, anunciando, valorizando e credibilizando existências e práticas historicamente subalternizadas, conformando um modo de Educação Popular Negra plasmado numa expressão contemporânea do Movimento Negro. Contudo, diante do recrudescimento das investidas capitalistas no Carnaval de BH, o Angola Janga se vê num contexto de tensão entre a regulação burocrática e capitalista do mercado cultural e a emancipação afrodiaspórica proposta nos objetivos e ações iniciais que marcaram a identidade da própria agremiação. Tal tensão atravessou as dinâmicas internas do grupo, evidenciando que mudanças podem acontecer daqui para frente, contando ou não com uma autorreflexão coletiva na busca de uma possível negociação que, de fato, preza pela emancipação criativa das corporeidades negras em meio às exigências que se impõem a partir da perspectiva de cultura enquanto um produto de mercado.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8835-2104
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Marcone Santos _Dissertação2024.pdf
Tamanho:
11.74 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: