Representações da seca no imaginário dos sujeitos rurais da Inhaúma-MG
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Jose Antonio Souza de Deus
Heber Eustaquio de Paula
Maria Geralda de Almeida
Wolf Dietrich Gustav Johanes Sahr
Heber Eustaquio de Paula
Maria Geralda de Almeida
Wolf Dietrich Gustav Johanes Sahr
Resumo
O terna deste trabalho é o estudo da seca como representação social no imaginário dos agricultores. Esse estudo se realiza à luz de algumas correntes teóricas que se complementam, dialogando entre si com a geografia, a antropologia, a sociologia e a psicologia. O viés analítico escolhido para nortear o trabalho consistiu da abordagem cultural na geografia. O trabalho foi articulado em três eixos relativos a reflexões teórico- metodológicas, fundamentais para o desenvolvimento do universo empírico. O primeiro correspondeu ao aprofundamento da noção de representação, para fundamentar o entendimento da seca enquanto representação social. O aprofundamento do conhecimento relativo á memória, tomada como segundo eixo estruturante do trabalho foi determinante para articular a representação á linguagem oral e visual no contexto da subjetividade. A categoria paisagem constituiu-se no terceiro eixo articulador uma vez que é a base material na qual ocorre a interação daquilo que é visível e a representação do sujeito que a decodifica. Desenvolve-se ai a análise empirica a partir da qual se verifica a seca como elemento de construção da realidade social. O que se discute é que os signos na paisagem rural podem revelar a permanência do agricultor em seu espaço de vivência, ainda que se perceba uma acentuada ampliação da seca ao longo dos anos. Esperava-se com os objetivos, buscar responder como os sujeitos constroem sua identidade com a seca a partir da perspectiva sociocultural. Assim, pretendeu-se refletir sobre as representações da seca no imaginário dos agricultores da comunidade rural da lnhaúma-MG. Outros objetivos estabelecidos para o desenvolvimento da pesquisa consistiram em compreender como os sentidos da seca se incorporaram nas lembranças dos agricultores, bem como analisar a permanência da seca no universo do imaginário dos sujeitos rurais através do seu cotidiano. Optou-se por um encaminhamento metodológico de natureza qualitativa tomando a paisagem como base imagética espacial, uma vez que nela é possível olhar e ler as representações da seca presentes no imaginário dos agricultores e os modos de entender o mundo. A adoção de técnicas participativas permitiu a utilização da linguagem oral e visual para complementar a escrita da história cultural coletiva dos sujeitos rurais em análise. Foram consideradas a fotografia e entrevistas temáticas como instrumentos de reprodução do passado no tempo presente. Como resultado, houve a identificação de marcos simbólicos construídos ao longo do tempo e registrados na paisagem rural. Isso só foi possível quando se deu voz à simbologia da seca mantida no imaginário dos agricultores. Foram constatadas heranças de realidades socioculturais preservadas na paisagem, considerando notadamente a religiosidade, materializada pelos cruzeiros resgatados durante a realização da travessia enquanto ferramenta participativa.
Abstract
Assunto
Cultura, Representações sociais, Identidade
Palavras-chave
geografia