Modelo de espaços obesogênicos em ambientes urbanos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Primeiro orientador
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Maurício José Laguardia Campomori
Edja Bezerra Faria Trigueiro
Waleska Teixeira Caiaffa
Carlos Eduardo Verzola Vaz
Edja Bezerra Faria Trigueiro
Waleska Teixeira Caiaffa
Carlos Eduardo Verzola Vaz
Resumo
Pesquisas recentes vêm demonstrando que o ambiente construído pode influenciar as escolhas alimentares, bem como direcionar as condutas espaciais dos indivíduos, desempenhando um considerável papel na saúde pública. Nesse contexto, esta tese se dedica a investigar o estudo dos ambientes alimentares, sua centralidade no traçado urbano e sua provável relação com a obesogenicidade. Utilizamos abordagens configuracionais de teorias urbanas como instrumento de apoio à pesquisa em saúde e espaço urbano. Especificamente, empregamos a teoria da Sintaxe Espacial e a ferramenta ‘Urban Network Analysis’ para calcular a centralidade por atração das edificações. Esse enfoque nos permitiu estabelecer e investigar as diferentes relações entre espaços, fluxos e atividades, conhecidas como interações espaciais. Tais interações envolvem uma variedade de elementos distribuídos no espaço, em movimento ou estáticos, que relacionam e atraem entre si. A centralidade por atração refere-se aos pontos ou áreas para onde convergem e se concentram os fluxos e os usos, neste caso especialmente associados ao ambiente alimentar urbano. Essas relações são analisadas a partir de métricas híbridas, que combinam procedimentos metodológicos qualitativos e quantitativos, permitindo demonstrar o nível relacional entre espaços em uma determinada área geográfica. Aborda-se a teoria da complexidade ao buscar fomentar o estudo da saúde urbana com esses novos quadros conceituais, criticando a viabilidade e confiabilidade do modelo proposto nesta tese. Para isso, realizamos um estudo de caso do Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Georreferenciamos todos os estabelecimentos onde se dá o armazenamento, a venda e o consumo de alimentos e utilizamos os recursos do módulo de análise de redes do software ArcMapTM/ArcGIS®. Para compor uma medida de atração das edificações mais precisa, propomos um estudo inspirado na equação de Drake, que visa calcular o número de civilizações na Via Láctea, desenvolvendo um algoritmo de indiciação que incorpora uma abrangente análise de fatores multivariados e considera as probabilidades de interação entre os ambientes alimentares e as pessoas residentes ou trabalhadoras em suas proximidades. Critérios como a densidade de pontos de venda de alimentos, a prevalência de opções alimentares ultraprocessadas, processadas e in natura, bem como a acessibilidade física, foram fatores que contribuíram para uma compreensão mais precisa e abrangente do potencial obesogênico de ambientes urbanos. Além disso, resgatamos narrativas da área estudada, contrapondo-as aos resultados quando das discussões desses elementos. Como resultados, discutimos o mapeamento das centralidades e a dispersão de locais obesogênicos, o agendamento de políticas de saúde pública e a análise de medidas que possam auxiliar políticas de planejamento físico, territorial e socioeconômico para o manejo da obesidade, por meio de alterações no uso e ocupação do solo e da resolução de conflitos entre formas físicas e sociais.
Abstract
Recent research has shown that the built environment can influence food choices and direct individuals’ spatial behaviors, playing a considerable role in public health. In this context, this thesis is dedicated to investigating the study of food environments, their centrality in the urban layout, and their probable relationship with obesogenicity. We use configurational approaches from urban theories as a research tool in health and urban space. Specifically, we employ Space Syntax theory and the ‘Urban Network Analysis’ tool to calculate the attraction centrality of buildings. This approach allowed us to establish and investigate the different relationships between spaces, flows, and activities, known as spatial interactions. Such interactions involve a variety of elements distributed in space, either in motion or static, that relate to and attract each other. Attraction centrality refers to points or areas where flows and uses converge and concentrate, in this case especially associated with the urban food environment. These relationships are analyzed using hybrid metrics, which combine qualitative and quantitative methodological procedures, thus demonstrating the relational level between spaces in a given geographic area. Complexity theory is addressed by seeking to foster the study of urban health with these new conceptual frameworks, critiquing the feasibility and reliability of the model proposed in this thesis. For this, we conducted a case study of the Santa Tereza neighborhood in Belo Horizonte. We georeferenced all establishments where food is stored, sold, and consumed, and used the network analysis module in the ArcMapTM/ArcGIS® software. To create a more precise attraction measure for buildings, we propose a study inspired by the Drake equation, which aims to calculate the number of civilizations in the Milky Way, developing an indexing algorithm that incorporates a comprehensive multivariate analysis and considers the probabilities of interaction between food environments and people residing or working nearby. Criteria such as the density of food sales points, the prevalence of ultra-processed, processed, and fresh food options, as well as physical accessibility, were factors that contributed to a more accurate and comprehensive understanding of the obesogenic potential of urban environments. Additionally, we retrieved narratives of the studied area, contrasting them with the results when discussing these elements. As results, we discuss the mapping of centralities and the dispersion of obesogenic sites, the scheduling of public health policies, and the analysis of measures that can support policies in physical, territorial, and socioeconomic planning for obesity management through changes in land use and occupation and in resolving conflicts between physical and social forms.
Assunto
Saúde urbana, Saúde pública, Espaço (Arquitetura)
Palavras-chave
Ambiente alimentar, Análise de rede urbana, Saúde urbana
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