Pela possibilidade da não violência: a experiência ética de educadores(as) em Minas Gerais que atuam em contextos de violência e criminalidade
| dc.creator | Antonio Carlos da Costa Nunes | |
| dc.date.accessioned | 2025-02-12T13:11:21Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:19:05Z | |
| dc.date.available | 2025-02-12T13:11:21Z | |
| dc.date.issued | 2024-12-02 | |
| dc.description.abstract | How does the defense of non-violence constitute the ethical experience of educators who work in contexts of violence and crime? This is the question that guides the research, using as a reference social educators who work in a public crime prevention policy of the Government of the State of Minas Gerais, Brazil. These educators work directly in the Homicide Control Program - Stay Alive! This is a program focused on working in territories with high crime rates. From this brief presentation by educators, it is important to highlight that the research is not interested in analyzing this public policy, but in understanding the experience that these professionals have around violence and the defense of non-violence. Violence and non-violence emerge as two central points in the life trajectories of these workers. Many of them have already had criminal involvement and report having experienced countless forms of violence, such as police violence, drug trafficking violence, violence against the body, in short, they appear as bodies traversed by various forms of violence. In this sense, I will argue that I am talking about bodies that at some point in life or even today, that the condition of precariousness was or still is a living element. From there, I intend to articulate that ethical work will involve confronting this precarious condition, provided by a biopolitical and necropolitical action on peripheral bodies. In this way, I turn to Judith Butler, Michel Foucault and Achille Mbembe, among others. Changing the focus of interest, I use Michel Foucault's notion of experience to argue that there is another layer, a smaller layer in which the ethics of non-violence must be addressed. It would be a kind of micropolitical layer, as these bodies put themselves in front of the knife that threatens a young person, they pay debts to free a life, they contradict the legalistic dimension of the State, in short, there is a set of actions that appear as actions for non-violence which is not directly linked to a government of life by the State. Therefore, I argue that these two dimensions - micro and macro politics - come together when the issue is the invention of an ethics of non-violence. I start from the hypothesis that in this experience there is a transition from the pain of violence to a way of life guided by positive affects in favor of the life of others. In this endeavor, I turn to many theoretical partners, but, above all, the two main ones are Michel Foucault and Judith Butler. From the first I mainly seek notions such as biopolitics and experience of self and, from the second partner, the notions of non-violence, precarious life and mourning, notions that become tools in the research journey. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/79943 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Restrito | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/ | |
| dc.subject | Ética e educação | |
| dc.subject | Não-violência | |
| dc.subject | Violência | |
| dc.subject | Criminalidade-Prevenção | |
| dc.subject.other | Ética | |
| dc.subject.other | Experiência | |
| dc.subject.other | Não violência | |
| dc.subject.other | Experiência de si | |
| dc.subject.other | Judith Butler | |
| dc.subject.other | Michel Foucault | |
| dc.title | Pela possibilidade da não violência: a experiência ética de educadores(as) em Minas Gerais que atuam em contextos de violência e criminalidade | |
| dc.title.alternative | In defense of non-violence: the ethical experience of educators in the state of Minas Gerais (Brazil) who work in contexts of violence and crime | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | André Márcio Picanço Favacho | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5194971656535358 | |
| local.contributor.referee1 | Carla Rodrigues | |
| local.contributor.referee1 | Priscila Piazentini Vieira | |
| local.contributor.referee1 | Luciana Kind do Nascimento | |
| local.contributor.referee1 | Alessandro Pereira dos Santos | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/0618744273474245 | |
| local.description.embargo | 2026-12-02 | |
| local.description.resumo | De que maneira a defesa da não violência constitui a experiência ética de educadores que atuam em contextos de violência e criminalidade? Essa é a pergunta que guia esta pesquisa, tendo como referência cinco entrevistas com educadores(as) sociais que atuam em uma política pública de prevenção à criminalidade do Governo de Minas Gerais, Brasil. Esses(as) educadores(as) atuam diretamente no Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo!, destinado a territórios com altos índices de criminalidade. Feita essa breve apresentação do público pesquisado, cabe ressaltar que a pesquisa não tem interesse em analisar essa política pública, mas compreender a experiência que esses profissionais realizam em torno da violência e da defesa da não violência. Violência e não violência emergem como dois pontos centrais nas trajetórias de vida desses trabalhadores. Muitos deles já tiveram envolvimento criminal e relatam ter passado por inúmeras violências: policial, do tráfico, contra seus corpos, enfim, aparecem como corpos atravessados por diversos tipos de violência. Nesse sentido, refiro-me a corpos sobre os quais, em algum momento da vida (ou até mesmo na atualidade), a condição de precariedade foi (e, em alguns casos, ainda é) um elemento vivo. A partir daí, pretendo defender que um trabalho ético vai perpassar pelo enfrentamento dessa condição precária, propiciada por uma atuação bionecropolítica sobre os corpos periféricos. Caminhando por outra dimensão, paralela a essa, utilizo a noção de experiência de si em Michel Foucault para defender que há uma outra camada, uma camada menor, a partir da qual a ética da não violência deve ser abordada. Seria uma espécie de camada micropolítica, pois esses corpos se colocam à frente da faca que ameaça um jovem, pagam dívidas pelo livramento de uma vida, contrariam a dimensão legalista do Estado, enfim, há um conjunto de ações pela não violência que não estão diretamente ligadas a um governo da vida pelo Estado. Portanto, defendo que essas duas dimensões – micro e macropolítica – se conjecturam quando a questão é a invenção de uma ética da não violência. Parto da aposta de que há, nessa experiência, uma tradução da dor da violência em um modo de vida guiado por afetações positivas em favor da vida do outro. Nessa empreitada, recorro a muitos parceiros teóricos, mas, sobretudo, a dois principais: Michel Foucault e Judith Butler. Do primeiro, utilizo, principalmente, as noções de biopolítica e experiência de si; da segunda, as noções de não violência, vida precária e luto, transformando tais conceitos em ferramentas na caminhada da pesquisa. | |
| local.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0002-4179-8229 | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social |