Meninas de Sinhá: tramas e urdiduras das práticas musicais em diálogo com a saúde mental e a inclusão social
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Primeiro orientador
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Raquel de Magalhães Borges
José Ricardo Jamal Junior
Lúcia Pompeu de Freitas Campos
Glaura Lucas
José Ricardo Jamal Junior
Lúcia Pompeu de Freitas Campos
Glaura Lucas
Resumo
Essa tese é o resultado de uma pesquisa etnográfica desenvolvida com o Grupo Cultural Meninas de Sinhá entre os anos de 2018 e 2022 numa linha de pesquisa em Música e Cultura. Além de trabalho bibliográfico ou da realização de entrevistas, a observação participante foi uma ferramenta consistente para o contato aprofundado com nossas colaboradoras de pesquisa. O nosso objetivo foi investigar a prática musical do grupo tendo como foco os sentidos alcançados pela mesma, em diferentes esferas. Questões diretamente ligadas à saúde mental e à inclusão social foram naturalmente se impondo a partir do discurso e da prática musical. Temas como racismo, machismo, classismo e etarismo dialogaram intimamente com nossa pesquisa haja vista o Grupo Cultural Meninas de Sinhá ser composto por mulheres, com faixa etária superior a sessenta anos, em sua maioria negras e moradoras de um bairro pauperizado de Belo Horizonte. Além do objetivo atinente à investigação da prática musical, partimos do pressuposto da existência de uma rede colaborativa em torno do grupo e parte de nossa pesquisa foi destinada a desvelar a dinâmica dessa rede, sua constituição e sua conformação através do tempo. Constatamos tratar-se de uma rede heterogênea, que, num recorte diacrônico, ora se apresenta mais robusta, ora mais rarefeita. Tal rede se fez presente e foi de suma importância não só durante toda a trajetória do grupo (que em 2022 completa 26 anos de existência) como também durante a pandemia que nos atravessou entre 2020 e 2021 em seu momento mais crítico.
Abstract
ABSTRACT
This dissertation is the result of an ethnographic research developed with the Meninas de Sinhá Cultural Group between 2018 and 2022 in a line of research in Music and Culture. Besides the bibliographic work or the conduction of interviews, participant observation was a consistent tool for in-depth contact with our research collaborators. Our objective was to investigate the musical practice of the group, focusing on the senses reached by it, in different spheres. Issues directly linked to mental health and social inclusion were naturally imposed from the discourse and musical practice. Topics like such as racism, sexism, classism and ageism dialogued closely with our research, given that the Meninas de Sinhá Cultural Group is composed of women aged over sixty, most of whom are black and live in a poor neighborhood in Belo Horizonte. In addition to the objective related to the investigation of musical practice, we assumed the existence of a collaborative network around the group, and part of our research was aimed at revealing its dynamics, in addition to its constitution and conformation over time. We found that it is a heterogeneous network that, in a diachronic approach, is sometimes more robust, sometimes more rarefied. This network was present and was of utmost importance not only during the entire trajectory of the group (which in 2022 completes 26 years of existence) but also during the pandemic that crossed us between 2020 and 2021 at its most critical moment.
Keywords: Meninas de Sinhá – Musical Practice – Collaborative Network – Mental Health – Social Inclusion.
Assunto
Etnomusicologia, Prática musical, Saúde mental, Integração social
Palavras-chave
Meninas de Sinhá, Prática Musical, Rede Colaborativa, Saúde Mental, Inclusão Social
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