Estudo da correlação entre o índice ponderal e a concentração de leptina materna e fetal em gestantes diabéticas e não diabéticas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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OBJETIVOS: verificar a existência de correlação entre o índice ponderal neonatal e a concentração de leptina materna e fetal em gestantes diabéticas e não diabéticas; verificar se no grupo de pacientes diabéticas, o uso de insulina interfere na correlação entre o índice ponderal neonatal e a concentração de leptina materna e fetal. PACIENTES E MÉTODOS: no período de março de 2001 a fevereiro de 2003, realizou-se estudo transversal em que 62 gestações foram avaliadas, sendo 30 pacientes saudáveis (grupo controle) e 32 diabéticas (grupo estudo); este foi posteriormente dividido entre usuárias (17 pacientes) e não usuárias de insulina (15 pacientes). No momento do parto, foram coletadas amostras de sangue materno e do cordão umbilical para posterior determinação da concentração sérica de leptina materna, fetal arterial e fetal venosa, através de radioimunoensaio convencional (RIA). Foi calculada a diferença entre as dosagens séricas de leptina obtidas no sangue de cordão (art-ven). O índice ponderal (IP) foi obtido dividindo-se o peso do recém-nascido (em gramas) pela estatura (em cm) ao cubo e multiplicado por 100. Utilizou-se a correlação de Pearson para a avaliação da existência de correlação entre a concentração de leptina e o índice ponderal. Todos os resultados foram considerados significativos para uma probabilidade de significância inferior a 5% (p < 0,05), apresentando, portanto, pelo menos 95% de confiança nas conclusões apresentadas. RESULTADOS: Foi constatada correlação significativa positiva entre IP e concentração de leptina no sangue de cordão, tanto arterial (p=0,048) quanto venoso (p=0,020) no grupo estudo. Observou-se ainda tendência a correlação positiva entre IP e concentração de leptina materna neste grupo (p=0,07). Quando avaliados os subgrupos diabéticas usuárias ou não de insulina, a correlação entre o IP e a concentração de leptina de sangue de cordão não se manteve, apresentando apenas tendência a esta correlação entre as usuárias de insulina (arterial p=0,077 e venosa p=0,078). Neste mesmo grupo foi constatada correlação significativa positiva entre a dosagem de leptina materna e IP (p=0,008). CONCLUSÕES: Há correlação positiva entre o IP neonatal e concentração de leptina materna em gestantes diabéticas usuárias de insulina; há correlação positiva entre o índice ponderal neonatal e a concentração de leptina fetal, arterial e venosa, em gestantes diabéticas e a necessidade do uso de insulina pode ter interferido nesta correlação.

Abstract

OBJECTIVE: verify correlation existence between neonatal ponderal index (IP) and leptin concentration, maternal and fetal, in pregnant healthy and diabetics; verify if in the patients' diabetic group, the insulin use interferes in the correlation between IP and leptin concentration, maternal and fetal. SUTDY DESIGN: this is a cross-sectional study carried out from March 2001 to February 2003, in which 62 gestations were evaluated, being 30 healthy patients (control group) and 32 diabetic (study group), subdivided in users (17 patients) and not insulin users (15 patients). Were collected samples of maternal blood and of the umbilical cord blood at delivery, for posterior determination of leptin concentrations in maternal and fetal, arterial and venous, through conventional enzymatic radioimunnoassay (RIA). The IP was obtained dividing the weight of the newborn (grams) by the stature (cm) to the cube and multiplied by 100. It used Pearson's Correlation for evaluation the correlation existence between leptin concentration and IP. All the results were considered significant for a probability lower than 5% (p < 0,05), confidence interval at least 95%, for the conclusions. RESULTS: It was verified positive significant correlation between IP and leptin concentration in the cord blood, arterial (p=0,048) and venous (p=0,020) in the group study. It observed a tendency to positive correlation between IP and maternal leptin concentration in this group (p=0,07). When evaluated the diabetic subgroups users or not of insulin, correlation between IP and cord blood leptin concentration did not keep, just presenting tendency to this correlation among insulin users (arterial p=0,077 and veined p=0,078). In this same group was verified positive significant correlation between maternal leptin concentrations and IP (p=0,008). CONCLUSIONS: There is positive correlation between IP and maternal leptin concentration in insulin diabetic pregnant users; there is positive correlation between IP and fetal leptin concentration, arterial and venous, in pregnant diabetics. The need to insulin use could have interfered in this correlation.

Assunto

Gravidez em diabéticas, Diabetes na gravidez, Peso-estatura/fisiologia, Estudo comparativo, Diabetes mellitus, Peso ao nascer, Leptina, Recém-nascido, Gravidez

Palavras-chave

Indice ponderal neonatal, Diabetes, Leptina

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