A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em cenário de prática: explorando a vivência e a autoeficácia de terapeutas ocupacionais da atenção básica

dc.creatorMariana Pereira Veloso
dc.date.accessioned2023-11-17T21:29:42Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:09:33Z
dc.date.available2023-11-17T21:29:42Z
dc.date.issued2023-05-24
dc.description.abstractThe International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF), a model recommended by the World Health Organization (WHO) and based on the biopsychosocial perspective, considers that it is from the interaction between the subject with a health condition and his life scenario, which emerge the results of functionality or incapacity. The ICF use in health systems resonates with aspects of teamwork in the context of Primary Care (PC), being proposed as a tool for the operationalization of comprehensiveness and territoriality of health interventions. The Expanded Family Health Center and Primary Care (NASF-AB, in Portuguese ), one of the interprofessional teams that work in AB, has an occupational therapist in its composition. Occupational Therapy as a profession aims to restore occupational performance considering the interaction of individuals with the context, aligning its assumptions with the assumptions of the ICF. However, there is little use and knowledge of the ICF by occupational therapists, although it is undeniable that PC has a fertile environment for the application of the ICF, which can favor the planning of actions. However, information or knowledge alone is no guarantee that its use will be implemented. For the learning and expression of specific competences, it is necessary that people have confidence that they will be able to successfully perform a task to achieve their goals. The belief that the individual has about his ability to successfully perform a certain activity is called self-efficacy and can affect the individual's choices and performance. In addition, issues related to the profession, the interaction between team members and the management of services permeate the perception of occupational therapists regarding the possibility of implementing the ICF in PC. In this sense, the objectives of this work were: 1) to reveal the vision of occupational therapists about the use of the ICF in Primary Care; 2) verify the knowledge of AB occupational therapists about the ICF; 3) to document self-efficacy for using the ICF and factors associated with it among occupational therapists working in AB in Belo Horizonte. An exploratory observational study was carried out using mixed methods, in two stages. In the first, the self-efficacy, general and for the use of the ICF, and the level of knowledge about the ICF of PBH occupational therapists was verified, using the backward linear regression model. In the second stage, a focus group was held with occupational therapists, with content analysis. 38 occupational therapists participated in the study, and 6 of these 38 professionals participated in the focus group. There is a lack of knowledge (average 4.76), especially with regard to codes and qualifiers, and low self-efficacy (average 2.79) for using the ICF. The use of ICF in work processes and general self-efficacy were identified as explanatory variables for the variance of self-efficacy for ICF, with an adjusted R² of 0.48. From the analyzed narratives, three categories emerged about the vision of occupational therapists regarding the use of the ICF in the practice setting: Vision of the ICF and the formation and clinical practice of Occupational Therapy; ICF vision and teamwork; and Vision of the CIF, the SUS and the panorama of service management. There is little knowledge about the ICF constructs and domains by occupational therapists, and practical training should be offered to implement it. The knowledge of occupational therapists about the biopsychosocial model can help in their own training and in the training of other team members and be useful in the implementation of the ICF in the network services, although it needs a better structure and management strategies to favor its execution.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/61110
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectClassificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde
dc.subjectAtenção primária à saúde
dc.subjectTerapia ocupacional
dc.subject.otherTerapia Ocupacional
dc.subject.otherCIF
dc.subject.otheratenção básica
dc.subject.otherfuncionalidade
dc.subject.otherautoeficácia
dc.subject.othergrupo focal
dc.subject.othermétodos mistos
dc.titleA Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em cenário de prática: explorando a vivência e a autoeficácia de terapeutas ocupacionais da atenção básica
dc.title.alternativeThe International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF), in a practice scenario: exploring the experience and self-efficacy of primary care occupational therapists
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Daniela Virginia Vaz
local.contributor.advisor1Fabiane Ribeiro Ferreira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4970514698846010
local.contributor.referee1Daniela Virginia Vaz
local.contributor.referee1Derivan Brito da Silva
local.contributor.referee1Rosangela Gomes da Mota de Souza
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8887396542855329
local.description.resumoA Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), modelo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e baseado na perspectiva biopsicossocial, considera que é a partir da interação entre o sujeito com uma condição de saúde e o seu cenário de vida, que emergem os resultados de funcionalidade ou incapacidade. O uso da CIF nos sistemas de saúde encontra ressonância em aspectos do trabalho em equipe no contexto da Atenção Básica (AB), sendo proposta como ferramenta para a operacionalização da integralidade e territorialidade das intervenções em saúde. O Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), uma das equipes interprofissionais que atuam na AB, conta com o profissional terapeuta ocupacional em sua composição. A Terapia Ocupacional enquanto profissão, visa restaurar o desempenho ocupacional considerando interação dos indivíduos com o contexto, alinhando seus pressupostos com os pressupostos da CIF. Entretanto, há pouca utilização e conhecimento da CIF pelos terapeutas ocupacionais, embora seja incontestável que a AB possui um ambiente fértil para a aplicação da CIF, o que pode favorecer o planejamento de ações. Porém, somente informações ou conhecimentos não são garantias de que seu uso será implementado. Para o aprendizado e a expressão de competências específicas é necessário que as pessoas tenham confiança de que conseguirão executar uma tarefa com êxito para atingir seus objetivos. A crença que o indivíduo tem sobre sua capacidade de realizar com sucesso determinada atividade é denominada autoeficácia e pode afetar as escolhas e o desempenho do indivíduo. Além disso, questões relacionadas à profissão, à interação entre os membros das equipes e à gestão dos serviços permeiam a percepção dos terapeutas ocupacionais quanto à possibilidade de implementação da CIF na AB. Neste sentido os objetivos deste trabalho foram: 1) revelar a visão de terapeutas ocupacionais acerca da utilização da CIF na Atenção Básica; 2) verificar o conhecimento dos terapeutas ocupacionais da AB acerca da CIF; 3) documentar a autoeficácia para o uso da CIF e fatores a ela associados entre as terapeutas ocupacionais que atuam na AB à saúde de Belo Horizonte. Realizou-se um estudo observacional exploratório com utilização de métodos mistos, em duas etapas. Na primeira, verificou-se a auto eficácia, geral e para uso da CIF, e o nível de conhecimento sobre a CIF de terapeutas ocupacionais da PBH, utilizando o modelo de regressão linear backward. Na segunda etapa realizou-se um grupo focal com terapeutas ocupacionais, com análise de conteúdo. Participaram do estudo 38 terapeutas ocupacionais, sendo que no grupo focal participaram 6 destes 38 profissionais. Há um déficit de conhecimento (média 4,76), principalmente no que se refere aos códigos e qualificadores, e baixa autoeficácia (média 2,79) para uso da CIF. A utilização da CIF nos processos de trabalho e autoeficácia geral foram apontadas como variáveis explicativas para a variância da autoeficácia para CIF, com R² ajustado de 0,48. Das narrativas analisadas emergiram três categorias acerca da visão das terapeutas ocupacionais quando à utilização na CIF no cenário de prática: Visão da CIF e a formação e clínica da Terapia Ocupacional; Visão da CIF e o trabalho em equipe; e Visão da CIF, o SUS e o panorama da gestão do serviço. Há pouco conhecimento acerca dos constructos e domínios da CIF por terapeutas ocupacionais, devendo-se ofertar capacitações práticas para efetivar sua implementação. O conhecimento dos terapeutas ocupacionais acerca do modelo biopsicossocial pode auxiliar em sua própria capacitação e na capacitação dos outros membros das equipes e ser útil na implementação da CIF nos serviços da rede, embora esta necessite de melhor estrutura e estratégias de gestão para favorecer a execução.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-9711-7672
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos da Ocupação

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
dissertação_defesa_marianaveloso_repositorio.pdf
Tamanho:
1.68 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: