Interação físico-digital no projeto de Arquitetura: materialidade, virtualidade e concepção

dc.creatorTales Bohrer Lobosco Gonzaga de Oliveira
dc.creatorDanilo Celso da Silva
dc.creatorGustavo Jun Moritani
dc.date.accessioned2022-07-15T22:55:49Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:44:47Z
dc.date.available2022-07-15T22:55:49Z
dc.date.issued2019
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.isbn9786580968091
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/43355
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofCongresso de Escolas e Faculdades Públicas de Arquitetura da América do Sul
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectProjeto arquitetônico
dc.subjectRealidade virtual
dc.subjectModelagem de processos
dc.subject.otherProjeto de Arquitetura
dc.subject.otherRealidade virtual
dc.subject.otherProcesso de projeto
dc.titleInteração físico-digital no projeto de Arquitetura: materialidade, virtualidade e concepção
dc.typeArtigo de evento
local.citation.issue23
local.description.resumoA evolução dos processos computacionais integrou a produção arquitetônica em um continuum digital capaz de lidar com grande quantidade de informação e precisão no processo de projeto. Este encadeamento alterou a lógica ortogonal e repetitiva permitindo ao projeto incorporar relações de grande complexidade e variabilidade formal. Essa transformação trouxe, entretanto, um custo intrínseco: os processos de projeto se distanciaram da atuação direta e intuitiva sobre o artefato, abandonando as relações materiais e gestuais, para se organizar em procedimentos excessivamente objetificados (CABRAL FILHO, 2013). Na transição dos processos tradicionais, como croqui e maquetes, para as ferramentas digitais, as interfaces intuitivas e diretas, que permitiam a representação de informações abstratas, subjetivas, em diversos níveis de precisão, foram se tornando cada vez mais objetivas e precisas, rompendo a relação gestual e tátil inerente ao modo natural de interação entre o usuário e objeto (GÖTTIG et al., 2004) e aumentando significativamente a distância entre o arquiteto e o objeto ao estabelecer uma interação passiva e excessivamente mediada. Esse distanciamento impede a expressão tátil do gesto de concepção e as ferramentas deixam de atuar como extensões do corpo, tornando o pensamento menos sensorial e corporificado (PALLASMAA, 2013; SENNET, 2004), pois o projeto manipulado é capaz de organizar processos metodológicos que desenvolvem a exploração tátil, abarcando sua dimensão simbólica ao mesmo tempo em que se mantém integrado a uma experimentação formal. Por outro lado, a modernidade e a evolução tecnológica nos permitem imaginar e propor novos métodos para tornar a experiência humana mais próxima do objeto e ampliar a gama de possibilidades oferecidas pela programação em conjunto às nossas próprias mãos (FLUSSER, 2007). Neste sentido vemos o surgimento de diversas ferramentas projetuais imersivas, como as plataformas em realidade virtual, que buscam fechar este ciclo, fazendo o resgate das relações táteis e gestuais no processo de projeto digital, reaproximando o arquiteto de seu objeto e buscando a produção de interfaces mais intuitivas e simples. Apesar da grande evolução e esforços neste sentido, muita coisa ainda falta para uma verdadeira integração entre processos físicos e digitais nas ferramentas de concepção arquitetônicas, principalmente em relação à materialidade e relação tátil, que ainda se mostram muito deficientes nestas plataformas. Deste modo, o objetivo deste trabalho é desenvolver mecanismos de integração entre estas plataformas, de forma que elas possam trabalhar de maneira paralela e complementar durante o processo de concepção arquitetônica. Assim, uma exploração mais integrada entre procedimentos tradicionais e novas tecnologias podem significar a recuperação da materialidade e gestualidade no processo de projeto. Para isso, buscaremos a construção de mecanismos que permitam a transposição mais simples e rápida entre as plataformas, seja pela digitalização de modelos e estudos produzidos materialmente, através de fotogrametria e Escaneamento 3D, ou, no sentido inverso, na materialização de modelos virtuais através de processos de envelopamento, fatiamento ou estruturação paramétrica. Estes estudos nos permitirão avaliar as possibilidades de integração entre as plataformas, suas possibilidades e limites no processo de projeto e buscar o desenvolvimento de mecanismos e procedimentos que facilitem os processos de alternância entre plataformas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.researchgate.net/publication/336650159_Interacao_Fisico-Digital_no_Projeto_de_Arquitetura_materialidade_virtualidade_e_concepcao

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