Estudo comparativo em diferentes condutas de manejo do dispositivo de Derivação Ventriculoperitoneal Infectada e seus fatores de sucesso

dc.creatorLucas Rodrigues de Souza
dc.date.accessioned2023-03-09T15:22:36Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:23:02Z
dc.date.available2023-03-09T15:22:36Z
dc.date.issued2022-11-04
dc.description.abstractBackground: The ventriculoperitoneal shunt (VPS) is the most common treatment for hydrocephalus. However, this procedure presents an infection rate between 0.33 and 30%, whose management is quite challenging. The most frequently recommended strategy is its removal, followed by external ventricular drain (EVD) with systemic antibiotic therapy. Other options are partial shunt hardware removal (externalization) or systemic antibiotic alone, both replacing a new VPS system after the proper treatment. Methods: 86 patients’ historical cohort with the infected system operated in an academic Brazilian hospital from 2007 to 2021. All patients received a systemic antibiotic, and a new contralateral VPS was placed if the cytometry was less than 50 cells/mm3 with a negative cerebrospinal fluid (CSF) culture. They were divided into groups and compared: 1) system maintenance; 2) externalization of the distal catheter; or 3) EVD. Failure was considered as reinfection within six months or a conduct change. Results and discussion: All groups were homogeneous and comparable concerning sex, microorganism isolated at admission, age, and total antibiotic time. Fever was the most prevalent sign (76.7%), while 29% had local infection signs. Staphylococcus epidermidis (24,4%) and S. aureus (10,5%) accounted for most organisms cultured, similar to the literature. Most of them were multidrug-resistant (51,8%), with vancomycin used in 83.7% of all cases. Patients with failure had a higher admission cytometry count (mean 1,036 cells/mm3; p-value < 0,05). There was a failure in 25% of group 1 (10/40), 53,9% in group 2 (7/13), and 24,2% in group 3 (8/33), but no difference between groups about the failure was found (p=0,117). Reimplantation catheter culture, age, total antibiotic therapy time, or reimplantation cytometry value was also not predictors of failure. Conclusion: The management of VPS infection in all groups had a similar success rate. Hence, conservative conduct, without an EVD implant, can be tried in advance, considering the costs.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50763
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectDerivação Ventriculoperitoneal
dc.subjectHidrocefalia
dc.subjectVentriculite Cerebral
dc.subjectInfecções Relacionadas à Prótese
dc.subject.otherDerivação ventriculoperitoneal
dc.subject.otherHidrocefalia
dc.subject.otherVentriculite
dc.subject.otherInfecções Relacionadas à Prótese
dc.titleEstudo comparativo em diferentes condutas de manejo do dispositivo de Derivação Ventriculoperitoneal Infectada e seus fatores de sucesso
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Alexandre Varella Giannetti
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3379815943910747
local.contributor.referee1Patricia Alessandra Dastoli
local.contributor.referee1Wanessa Trindade Clemente
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0803111138811129
local.description.resumoIntrodução: O tratamento mais usado para a hidrocefalia é o implante da derivação ventriculoperitoneal (DVP). Entretanto, este procedimento apresenta taxa de infecção entre 0,33 e 30%, cuja conduta é bastante desafiadora. A estratégia recomendada mais frequentemente consiste na sua retirada, seguida do implante de derivação ventricular externa (DVE) e antibioticoterapia venosa (ATB). Outras opções são a exteriorização do cateter distal da DVP ou o seu manejo conservador, ambos com troca por novo sistema ao final do tratamento com ATB adequada. Métodos: Coorte histórica com 86 pacientes com sistema de DVP infectado tratados no período de 2007 a 2021. Todos os doentes receberam ATB e inserção de nova DVP contralateral após a melhora do padrão infeccioso (citometria < 50 cél/mm3 e cultura negativa). Contudo, quanto ao manejo do sistema de derivação, eles foram divididos em grupos e comparados posteriormente: 1) manutenção do sistema; 2) exteriorização do cateter distal; e 3) substituição do sistema por uma DVE. Aqueles com mudança de conduta durante a internação ou reinfecção em até seis meses foram considerados como falha. Resultados: Os grupos foram homogêneos e comparáveis entre si em relação a sexo, idade, microorganismo isolado à admissão e tempo total do uso de antibióticos. Os germes com maior prevalência foram Staphylococcus epidermidis (24,4%) e S. aureus (10,5%). A maioria dos germes isolados foi multirresistente (51,8%) e a vancomicina foi administrada em 83,7% dos casos. A média da citometria à admissão dos casos com falha terapêutica foi mais alta (1036 cél/mm3; p<0,05). Houve insucesso em 25% no grupo 1 (10/40), 53,9% no grupo 2 (7/13) e 24,2% no grupo 3 (8/33), porém sem diferença significativa comparando-se as condutas (p=0,117). A cultura do cateter do reimplante, a idade, o tempo total de antibioticoterapia ou o valor da citometria no reimplante não foram preditores de falha. Conclusão: Os três tipos de conduta no manejo do sistema de DVP infectado apresentaram taxas de sucesso equivalentes. Assim, sugere-se que uma conduta mais conservadora, sem o implante da DVE, por ser de menor custo, pode ser tentada inicialmente quando diante um quadro de infecção da prótese.
local.identifier.orcid0000-0002-0530-2564
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE CIRURGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e à Oftalmologia

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