Metodologias analíticas para determinação de ricinina em amostras biológicas no diagnóstico das intoxicações por Ricinus communis
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Ricinus communis, conhecida como mamona ou carrapateira, é uma oleaginosa de distribuição
mundial e de importante papel nas intoxicações de animais domésticos. Sua toxicidade
complexa envolve diferentes tipos de toxinas, como a ricina e a ricinina, que estão presentes
em diversas partes vegetais, assim como nos resíduos da produção do óleo de mamona. A
manifestação da intoxicação varia de acordo com a quantidade de material ingerida, espécie
envolvida, suscetibilidade individual e incluem sintomatologia gastrointestinal, pela ação da
ricina, e sintomatologia neurológica, pela ação da ricinina. O presente trabalho tem como
objetivo desenvolver e validar uma metodologia analítica para determinação dos níveis de
ricinina em amostras de urina, fígado e fluido ruminal bovino, para utilização como marcador
químico auxiliar no diagnóstico laboratorial de intoxicação por Ricinus communis. Foi
desenvolvida uma metodologia utilizando cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) com
detecção por ultravioleta e outra utilizando cromatografia em camada delgada (CCD) em fluido
ruminal. A metodologia por CCD gera resultados qualitativos, mas é de simples implantação e
baixo custo. Neste estudo, a detecção de ricinina por CCD apresentou melhor sensibilidade
utilizando fluorescência na sua avaliação (0,5 µg) do que após revelação com o reagente de
Dragendorff (1,0 µg). Porém, diante das concentrações muito baixas de ricinina nas amostras,
esta metodologia pode não ser sensível o suficiente para muitos casos. A metodologia de CLAE
desenvolvida neste estudo apresentou limite de detecção (LD) e limite de quantificação (LQ)
da ricinina variando conforme o comprimento de onda utilizado, sendo inferiores quando
utilizado 208 nm, seguido por 308 nm e 315 nm. Nas amostras de fígado, o LD foi de 0,375
μg/mL (utilizando comprimento de onda de 218 nm) e 1,25 μg/mL (315 nm) e o LQ foi 1,25
μg/mL (218 nm) e 4,175 μg/mL (315 nm). Para as amostras de fluido ruminal e urina, o LD foi
de 0,15 μg/mL (218 nm) e 0,5 μg/mL (315 nm) e o LQ foi de 0,5 μg/mL (218 nm) e 1,67 μg/mL
(315 nm). Dessa forma, a detecção de ricinina para confirmação da intoxicação em animais
pelo consumo da mamona pode ser feita utilizando a metodologia de extração apresentada neste
trabalho e análise por meio de CLAE e detecção por UV-Vis das amostras de fígado, urina e
fluido ruminal. Por outro lado, a análise por CCD não é adequada para utilização na
confirmação de casos de intoxicações por mamona em fluido ruminal.
Abstract
Ricinus communis, known as castor bean, is an oilseed with worldwide distribution and is
important in poisoning domestic animals. Its complex toxicity involves different types of
toxins, such as ricin and ricinin, which are present in various plant parts and in residues from
castor oil production. The manifestation of poisoning varies according to the amount of
material ingested, species involved, and individual susceptibility, including gastrointestinal
signs due to the action of ricin and neurological symptoms due to the action of ricinin. The
present study aims to develop and validate an analytical methodology for determining ricinin
levels in urine, liver, and bovine ruminal fluid samples, for use as an auxiliary chemical marker
in diagnosing poisoning by R. communis. A methodology was developed using high
performance liquid chromatography (HPLC) with ultraviolet detection, and another was used
using thin-layer chromatography (TLC) in ruminal content. The TLC methodology generates
qualitative results but is simple to implement and has a low cost. In this study, the detection of
ricinin by TLC showed better sensitivity using fluorescence in its evaluation (0.5 µg) than after
development with the Dragendorff reagent (1.0 µg). However, given the samples' very low
concentrations of ricinin, this methodology may not be sensitive enough for many cases. The
HPLC methodology developed in this study showed the detection limit (LD) and quantification
limit (LQ) of ricinin varying according to the wavelength used, being lower when using 208
nm, followed by 308 nm and 315 nm. In liver samples, the LD was 0.375 μg/mL (using a
wavelength of 218 nm) and 1.25 μg/mL (315 nm) and the LQ was 1.25 μg/mL (218 nm) and
4.175 μg/mL (315 nm). For rumen fluid and urine samples, the LD was 0.15 μg/mL (218 nm)
and 0.5 μg/mL (315 nm) and the LQ was 0.5 μg/mL (218 nm) and 1.67 μg/mL (315 nm). Thus,
the detection of ricinin to confirm poisoning in animals due to consumption of castor beans can
be done using the extraction methodology presented in this work and analysis by HPLC and
UV-Vis detection of liver, urine, and ruminal fluid samples. On the other hand, TLC analysis
is unsuitable for confirming cases of poisoning by castor beans in ruminal fluid.
Assunto
Ciência animal
Palavras-chave
Animais domésticos, Plantas tóxicas
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