Da sujeição à subjetivação: a literatura como espaço de construção da subjetividade, na obra de Maria Firmina dos Reis
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Este trabalho propõe algumas reflexões a respeito do romance Úrsulade Maria Firmina dos Reis (1825-1917). A intenção é demonstrar como a escritora tra-vou um diálogo com os “clássicos fundadores” da literatura do século XIX, de forma a constituir inten-cionalmente, na composição de seus personagens negros, uma resposta estética e ideológica aos mo-delos literários predominantes de sua época. Tencio-na-se mostrar como a escritora desenvolveu em sua produção literária os primeiros personagens negros (escravos ou forros) constituídos enquanto sujeitos na literatura brasileira oitocentista.
Abstract
This work proposes some insights in respect to the novel Úrsula by Maria Firmina dos Reis (1825-1917). We intend to present how the writer established a dialog with the “classic founders” of nineteenth-century literature through the composition of her black characters, as to intentionally provide an aesthetic and ideological answer to the predominant literary models of her epoch. The proposition is to demonstrate how the writer developed, in her literary production, the first black characters (slaves or freed slaves) constituted as subjects in nineteenth-century Brazilian literature.
Assunto
Século XIX, Cultura negra e identidades, Subjetividade
Palavras-chave
Maria Firmina dos Reis, Úrsula, Século XIX, Literatura afrodescendente, Subjetividade
Citação
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https://www.revistas.usp.br/opiniaes/article/view/122553