Mapeamento da interface entre as bolhas local e loop I utilizando fotometria Strömgren

dc.creatorWilson Reis Junior
dc.date.accessioned2019-08-14T08:27:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:06:07Z
dc.date.available2019-08-14T08:27:15Z
dc.date.issued2007-01-31
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ESCZ-7AYN5D
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSol
dc.subjectFísica
dc.subject.otherLoop
dc.subject.othertotometria stromgren
dc.titleMapeamento da interface entre as bolhas local e loop I utilizando fotometria Strömgren
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Wagner Jose Corradi Barbosa
local.contributor.referee1Gabriel Armando Pellegatti Franco
local.contributor.referee1Silvia Helena Paixao Alencar
local.contributor.referee1Jacques Raymond Daniel Lépine
local.description.resumoO Sol está imerso em uma nuvem parcialmente ionizada (ne/n ~ 0.3.0.7), de gás morno (T ~ 7000 K), e baixa densidade (nH ~ 0.1 cm-3), conhecida como Nuvem Local. Circundando esta nuvem, há uma região de densidade extremamente baixa (nHI <= 0.005 cm.3) e forma bastante irregular, conhecida como Cavidade Local ou Bolha Local. Parte desta cavidade é preenchida com gás quente (T ~ 106K), sendo esta região conhecida como Bolha Local Quente. Próximo a Bolha Local existe uma cavidade ainda maior que está localizada na direção da associação de estrelas OB Scorpio-Centaurus, conhecida como Loop I. Devido a proximidade da Bolha Local com Loop I, acredita-se que elas estejam sofrendo algum tipo de interação. Historicamente, o conceito da formação da Bolha Local é uma disputa entre: (i) a visão em que uma ou mais supernovas, em uma região próxima ao Sol, formaram a cavidade e a região emissora de raios-X de baixa energia, sendo assim uma entidade independente; (ii) a visão que a Bolha Local é parte da superbolha formada por épocas sucessivas de formação estelar na Associação OB Sco-Cen, tendo expandido assimetricamente na região de baixa densidade entre os braços espirais da Galáxia; (iii) a visão alternativa em que a existência da cavidade não estaria relacionada a atividade estelar, mas apenas seria um lugar típico entre os braços espirais da Galáxia. Recentemente identificou-se em dados de raios-X e Hidrogênio neutro uma estrutura anular de material denso e neutro que supostamente seria o contorno da zona de interação entre a Bolha Local e Loop I. De modo a determinar a distância e o excesso de cor da interface entre a Bolha Local e Loop I utilizamos os dados uvbybeta do "General Catalogue of Photometric Data". A amostra cobre a região definida pelas coordenadas Galácticas: 50o >= l >= 250o e -60 o <= b <= 60o. A determinação dos erros nos parâmetros estelares intrínsecos, excesso de cor e distância, foi realizada para cada estrela individualmente, através de uma adaptação do método sugerido por Knude (1978), o que assegura uma maior confiabilidade aos nossos resultados. Foram excluídos os valores de excesso de cor e distância inadequados ao estudo do avermelhamento interestelar utilizando critérios fotométricos, além das estrelas cuja divergência entre as distâncias fotométricas e trigonométricas foi superior a 30%. Foram eliminadas também, todas as estrelas variáveis, duplas ou com peculiaridade conhecidas na literatura. A amostra final é composta por 4232 estrelas localizadas a até 500 pc do Sol. A característica mais marcante da zona de interação entre as bolhas, no modelo do anel, seria que coluna de densidade do HI salta de 1020 cm-2 para 7×1020 cm-2 a uma distância de 70 pc do Sol. Entretanto, a análise da distribuição espacial do avermelhamento interestelar mostra que o anel não é evidente nos dados fotométricos. Na parte oeste do anel o excesso de cor atinge valores que correspondem a NHI ~ 7×1020 cm-2 (E(b-y) ~ 0.100 mag) a uma distância entre 120 e 140 pc. No restante do anel tais valores para o excesso de cor, só ocorrem em uma região limitada na parte sudeste e à uma distância de d ~ 280 pc. Além disto, observamos que na região interior ao anel, muitas estrelas, distribuidas por toda região, apresentam 0.020mag <= E(b-y) <= 0.040mag a partir de d ~ 80 pc, sendo que aproximadamente à 140 pc o excesso de cor é dominado pela presença das nuvens escuras. Tal resultado torna difícil explicar porque o anel, que envolveria a zona de interação, estaria tão distorcido. Os resultados obtidos com a fotometria indicam a existência de duas estruturas de grande escala, sendo uma delas localizada entre 80 e 110 pc do Sol e a outra em d ~ 140 pc. Estes resultados são mais consistentes com os modelos nos quais a Bolha Local seria parte de uma superbolha formada por épocas sucessivas de formação estelar na Sco-Cen.
local.publisher.initialsUFMG

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