Nascer em Belo Horizonte: uma análise do índice de vulnerabilidade social à saúde das puérperas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Introdução: A assistência à gestante está estruturada contemplando ações de prevenção, promoção e tratamento adequado dos problemas que podem surgir durante a gestação. Embora tenha ocorrido uma redução nas taxas de mortalidade materna e neonatal, percebe-se que essas ainda sofrem variações dentro do território nacional influenciadas pelas diferenças socioeconômicas e culturais. Assim, entende-se que os estados de saúde tem sua variabilidade relacionada com a estratificação social, que, por sua vez, está estruturada na distribuição desigual de poder. A organização desses fatores que influenciam as condições de vida e de trabalho das pessoas, nos chamados Determinantes Sociais da Saúde (DSS) permitiu a ampliação do escopo da análise dos efeitos desses fatores sobre a saúde. Objetivo: Este estudo propõe avaliar a vulnerabilidade social das puérperas participantes da pesquisa Nascer-BH: Inquérito sobre Parto e Nascimento, conduzida entre 2011 e 2013. Metodologia: Esta é uma análise secundaria de dados oriundos da pesquisa Nascer em Belo Horizonte: Inquérito sobre Parto e Nascimento, conduzida entre 2011 e 2013. Foram selecionadas 11 variáveis baseado-se no modelo de Dahlgren e Whitehead. Para permitir a comparação e agregação dos dados, foi realizada uma conversão das variáveis em escores, onde os valores mais próximos ou iguais a zero representa maior vulnerabilidade, quanto mais distante de zero menor a vulnerabilidade. As variáveis foram distribuídas em três dimensões, Individual, Famíliar, Econômica, a partir da somatória dos escores das dimensões foi construído Índice de vulnerabilidade Social á Saúde. O estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, sob o número 0246.0.203.000-11. A realização do estudo seguiu os preceitos éticos das pesquisas envolvendo seres humanos, segundo as normas e diretrizes da Resolução no 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados: Os menores escores foram alcançados por mulheres pretas, sem ocupação que possuem menos anos de estudo e que são responsáveis pela família. Neste estudo percebemos que a educação, a assimetria de gênero e a raça influenciam diretamente a vulnerabilidade das mulheres, sendo preponderantes para a melhoria na qualidade da atenção a saúde.

Abstract

Assunto

Gravidez, Complicações na Gravidez/prevenção & controle, Vulnerabilidade Social, Vulnerabilidade em Saúde, Enfermagem Obstétrica

Palavras-chave

Gestação, Vulnerabilidade social, Vulnerabilidade em saúde, Enfermagem

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