Efeito duradouro da solução hipertônica sobre o tamanho dos quanta na junção neuromuscular de camundongos com deficiência do transportador vesicular de acetilcolina

dc.creatorWallace Lucio de Camargo
dc.date.accessioned2020-01-20T15:20:54Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:57:54Z
dc.date.available2020-01-20T15:20:54Z
dc.date.issued2015-10-29
dc.description.abstractAfter application of hypertonic solution to synapses, there is a long lasting increase in neurotransmitter release, as evidenced by an increase in the size of miniature endplate potentials (MEPPs). The increase in quantal size was interpreted as being due to increased incorporation of the acetylcholine into readily available to release vesicles in a process dependent of the vesicle acethylcholine transporter (VAChT). This process was called vesicle second stage loading. Our goal was to test this hypothesis using non pharmacological tools, in order to study the participation of VAChT in this long lasting changes in neurotransmission. We used neuromuscular preparations from genetically modified C57BL male mice with reduced VAChT expression (KDVAChT). We used animals at two different ages to evaluate the temporal development of second stage loading. To measure MEPPs, we used the current clamp technique. We recorded about 100 MEPPs during 300 seconds at five different fibers of each animal, before and after treatment with hypertonic solution (NaCl 234mM). To measure the MEPCs, we used the voltage clamp technique and a similar sampling protocol. We did not detect significant differences between WT and KDVAChT in MEPP size before and after treatment with hypertonic solution. In WT 3 months old animals hypertonic treatment increased MEPPs from 1.13 ± 0.19 to 1.55 ± 0.13 mV (n = 9) and in KDVAChT it increased from 0.79 ± 0, 09 mV to 1.21 ± 0.11 mV (n = 5). In 12 months old animals hypertonic treatment increased MEPP amplitude from 1.29 ± 0.14 mV to 1.69 ± 0.15 mV (n = 11) and in KDVAChT it increased from 0.98 ± 0, 14 mV to 1.75 ± 0.15 mV (n = 9). We did not observe significant differences in the size of MEPCs between WT and KDVAChT mice, when recorded before hypertonic stimulation. MEPCs size in WT animals was 3.02 ± 0.19 nA, n = 3, while in KDVAChT animals it was 2:57 ± 0:23 nA, n = 4. We conclude that reducing VAChT did not change second stage loading, which suggests that VAChT is not the target of hypertonic solution effect, or there may be unknown mechanisms to compensate vesicular filling in reduced VAChT animals.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/32020
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectJunção neuromuscular
dc.subjectAcetilcolina
dc.subjectSoluções hipertônicas
dc.subjectProteínas Vesiculares de Transporte de Acetilcolina
dc.subject.otherjunção neuromuscular
dc.subject.otherVAChT
dc.subject.otheracetilcolina
dc.subject.othertratamento hipertônico
dc.titleEfeito duradouro da solução hipertônica sobre o tamanho dos quanta na junção neuromuscular de camundongos com deficiência do transportador vesicular de acetilcolina
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Christopher Kushmerick
local.contributor.advisor1Lígia Araujo Naves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3311749763308261
local.contributor.referee1Jader dos Santos Cruz
local.contributor.referee1Theo Rolla Paula Mota
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4655177808812714
local.description.resumoApós a aplicação de solução hipertônica nas sinapses, ocorre aumento duradouro na liberação de neurotransmissores, evidenciado pelo aumento no tamanho dos potenciais de placa em miniatura (MEPPs). O aumento no tamanho dos quanta foi interpretado como sendo devido à maior incorporação de acetilcolina mediada pelo transportador vesicular de acetilcolina (VAChT) nas vesículas prontamente disponíveis para liberação, num processo chamado de segundo estágio de preenchimento vesicular. Nosso objetivo foi testar esta hipótese sem a utilização de fármacos, utilizando animais geneticamente deficientes do VAChT, no intuito de pesquisar o papel deste transportador nestas modificações duradouras na neurotransmissão. Nós utilizamos preparações neuromusculares de camundongos C57BL machos, que apresentam reduzida expressão de VAChT (KDVAChT). Para avaliar o desenvolvimento temporal do segundo estágio de preenchimento vesicular, nós utilizamos animais em diferentes idades. Para medida dos MEPPs, utilizamos a técnica de current clamp. Foram registrados cerca de 100 MEPPs durante 300 segundos, em cinco fibras diferentes de cada animal, antes e após o tratamento com solução hipertônica (234 mM de NaCl, 521 mOsmol/kg). Para medida das correntes de placa em miniatura (MEPCs), utilizamos a técnica de voltage clamp e um protocolo semelhante de amostragem. Nós não observamos diferenças significativas no tamanho dos MEPPs dos camundongos KDVAChT quando comparados aos selvagens (WT). Nos animais de 3 meses, após o tratamento hipertônico, a amplitude nos WT passou de 1,13 ± 0,19 mV para 1,55 ± 0,13 mV (n=9) e nos KDVAChT passou de 0,79 ± 0,09 mV para 1,21 ± 0,11 mV (n=5). Nos animais de 12 meses, após o tratamento hipertônico, a amplitude nos WT passou de 1,29 ± 0,14 mV para 1,69 ± 0,15 mV (n=11) e nos KDVAChT passou de 0,98 ± 0,14 mV para 1,75 ± 0,15 mV (n=9). As diferenças entre as medições pré e pós tratamento hipertônico foram estatisticamente significativas nos grupos WT e KDVAChT. Entretanto não houve diferença no aumento dos MEPPs entre estes grupos. Também não observamos diferenças significativas no tamanho das MEPCs entre os grupos WT e KDVAChT sem o tratamento hipertônico. O tamanho das MEPCs nos animais WT foi de 3,02 ± 0,19 nA (n=3), e nos animais KDVAChT foi de 2.57 ± 0.23 nA (n=4). Nós concluímos que a diminuição do VAChT não alterou o segundo estágio de preenchimento vesicular de acetilcolina, o que sugere que o VAChT pode não ser o alvo deste processo, ou que possam existir mecanismos ainda desconhecidos capazes de suprir a redução desta proteína no transporte vesicular.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA E BIOFÍSICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas - Fisiologia e Farmacologia

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