Bovarismo, epifania, bêtise: exercício de metacrítica flaubertiana

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Ram Avraham Mandil
Myriam Correa de Araujo Avila
Marcelo Jacques de Moraes
Verónica Galíndez-Jorge

Resumo

Três características essenciais que formam a dinâmica entre a obra de Flaubert e a crítica literária moderna serão estudadas nesta tese: bovarismo, epifania e 'bêtise'. Primeiramente, a tese explicará a relação entre a construção teórica do bovarismo e os estudos flaubertianos, por meio da comparação dos modos de interpretação e da utilização do conceito de bovarismo nos campos retóricos da França e do Brasil. Em seguida, a tese apresentará a vinculação tácita entre o fenônemo da epifania e o surgimento da democracia moderna, para compreender como os momentos ditos epifânicos tomam uma distância do sentimentalismo burguês e como o estilo flaubertiano se diferencia da opinião comum. Finalmente, será abordada a problemática da 'bêtise', sua instalação no interior da linguagem literária, bem como os riscos estéticos e epistemológicos do projeto enciclopédico de Flaubert. Esta tese visa a questionar a crise da noção de Lei na modernidade em função da relação, visível no pensamento flaubertiano, entre cópia, autoridade e legibilidade.

Abstract

Assunto

Flaubert, Gustave, 1821-1880 Madame Bovary Crítica e interpretação, Filosofia e literatura, Democracia, Ficção francesa História e crítica, Modernidade, Epifania, Direito e literatura

Palavras-chave

Bovarismo, 'Bêtise', Epifania

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