Lobo Antunes e Blanchot: o diálogo da impossibilidade (figurações da escrita na ficção de António Lobo Antunes)

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Angela Beatriz de Carvalho Faria
Ida Maria Santos Ferreira Alves
Ana Maria Clark Peres
Lucia Castello Branco

Resumo

O objetivo desta tese é empreender uma leitura cuidadosa de sete romances do escritor português António Lobo Antunes, sob a luz das concepções de literatura de Maurice Blanchot. Numa perspectiva comparativista, relaciona-se esse universo ficcional às formulações do filósofo francês, o que produz um diálogo bastante fecundo, e às vezes surpreendente. Para Maurice Blanchot, a literatura só é possível no domínio da impossibilidade, na busca não-explicitada da escrita, sem plano nem objetivo, que independe da pessoa do escritor. Sustentamos que a fabulação romanesca antuniana sucumbe a esse domínio órfico irrecusável, propiciando o levantamento de questões como a dispensa do autor do texto, a literatura como impossibilidade, a tormenta da escrita literária, o silencia na literatura, o désoeuvrement, a escrita do neutro, a concepção blanchotiana de imagem e símbolo, a origem noturna do texto literário. Todos esses elementos se revelam consistentes para estabelecerem sólidas relações entre os trajetos da ficção de Antônio Lobo Antunes e o pensamento de Maurice Blanchot.

Abstract

Assunto

Blanchot, Maurice, 1907- Crítica e interpretação, Literatura e filosofia, Antunes, Antonio Lobo, 1942- Crítica e interpretação, Literatura comparada Português e francês, Literatura comparada Francês e português

Palavras-chave

désoeuvrement, concepção blanchotiana, fabulação romanesca antuniana

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