Mucosite oral e qualidade de vida: compreendendo os impactos na perspectiva de pacientes em tratamento oncológico

dc.creatorPedro Henrique Gonçalves Ferreira
dc.date.accessioned2025-10-24T19:07:04Z
dc.date.issued2025-07-30
dc.description.abstractOral mucositis (OM) is one of the most frequent and debilitating complications of oncological treatment, which can lead to pain, ulcerations, dysphagia, and malnutrition, and may result in therapy interruption, profoundly affecting patients’ quality of life (QoL). Despite its clinical relevance, measuring this impact faces methodological challenges, particularly regarding the choice of assessment instruments. While generic instruments have limited sensitivity, disease-specific tools are more effective in capturing the patient’s perspective and the true extent of their suffering. This study aimed to understand the impact of OM on the QoL of cancer patients through two concomitant and complementary methodological approaches: a scoping review and a cross-sectional study. The scoping review, conducted in accordance with PRISMA-ScR guidelines, included searches across six databases (PubMed, Scopus, Embase, Web of Science, SciELO, and Lilacs), resulting in 35 studies analyzed. An important methodological gap was identified: the predominance of generic instruments. In contrast, studies that employed specific tools, such as the Oral Mucositis Quality of Life (OMQoL), were able to capture the impact of OM on QoL more accurately. The cross-sectional quantitative study was conducted with 56 adult patients undergoing antineoplastic treatment at the Hospital das Clínicas of the Federal University of Minas Gerais (HC-UFMG). OM severity was classified according to the World Health Organization (WHO) scale, and QoL impact was assessed using the OMQoL, in its shortened and culturally adapted version for Brazil. Associations were investigated through nonparametric statistical tests (Kruskal-Wallis and Mann-Whitney). The results revealed that OM was present in 80.4% of participants, with grade 3 being the most prevalent (41.1%), indicating moderate to severe cases. A statistically significant association (p < 0.001) was found between higher OM severity and worse QoL scores across all OMQoL domains (Symptoms, Diet, Social Function, and Swallowing). The mean total OMQoL score progressively increased from 24.36 (grade 0) to 48.67 (grade 4), demonstrating a marked and gradual deterioration in QoL. In conclusion, OM is a key clinical factor in the worsening of QoL among cancer patients, with severity being the main predictor of perceived impact. This dissertation provides a dual contribution: it presents robust primary data on the reality of a public reference hospital in Brazil and maps the scientific landscape, confirming the importance of using disease-specific instruments. The application of the OMQoL in clinical practice represents a fundamental tool for sensitive and continuous monitoring, intervention assessment, and improvement of multiprofessional care, strengthening the role of Dentistry within oncology teams and contributing to the advancement of healthcare practices.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/653
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso restrito
dc.subjectEstomatite
dc.subjectQualidade de vida
dc.subjectNeoplasias
dc.subjectDemografia
dc.subjectRevisão de escopo
dc.subject.otherMucosite oral
dc.subject.otherQualidade de vida
dc.subject.otherNeoplasias
dc.subject.otherEstudo transversal
dc.subject.otherRevisão de escopo
dc.titleMucosite oral e qualidade de vida: compreendendo os impactos na perspectiva de pacientes em tratamento oncológico
dc.title.alternativeOral mucositis and quality of life: understanding the impacts from the perspective of patients undergoing cancer treatment
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Flávio de Freitas Mattos
local.contributor.advisor-co1IDhttps://orcid.org/0000-0002-6052-2762
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2341026338620732
local.contributor.advisor1Denise Vieira Travassos
local.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-2084-9557
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1954453655263761
local.contributor.referee1Soraya de Mattos Camargo Grossmann Almeida
local.contributor.referee1Fabiana Maria Kakehasi
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2350071525405485
local.description.embargo2027-07-30
local.description.resumoA mucosite oral (MO) é uma das complicações mais frequentes e debilitantes do tratamento oncológico, podendo levar a dor, ulcerações, disfagia e desnutrição, e acarretar a interrupção da terapia, impactando profundamente a qualidade de vida (QV) dos pacientes. Apesar de sua relevância clínica, a mensuração desse impacto enfrenta desafios metodológicos, especialmente na escolha dos instrumentos de avaliação. Enquanto os genéricos apresentam sensibilidade limitada, os específicos são mais eficazes em captar a perspectiva do paciente e a real dimensão de seu sofrimento. Este estudo teve como objetivo compreender o impacto da MO na QV de pacientes oncológicos, por meio de duas abordagens metodológicas concomitantes e complementares: uma revisão de escopo e um estudo transversal. A revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, incluiu buscas em seis bases de dados (PubMed, Scopus, Embase, Web of Science, SciELO e Lilacs), resultando em 35 estudos analisados. Foi identificada uma importante lacuna metodológica: a predominância do uso de instrumentos genéricos. Em contrapartida, os estudos que aplicaram ferramentas específicas, como o Oral Mucositis Quality of Life (OMQoL), captaram de forma mais precisa o impacto da MO na QV. O estudo transversal quantitativo foi realizado com 56 pacientes adultos em tratamento antineoplásico no Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG). A gravidade da MO foi classificada segundo a escala da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o impacto na QV mensurado pelo OMQoL, em sua versão reduzida e adaptada para o Brasil. As associações foram investigadas por testes estatísticos não paramétricos (Kruskal-Wallis e Mann-Whitney). Os resultados revelaram que a MO esteve presente em 80,4% dos participantes, com predomínio do grau 3 (41,1%), indicando quadros moderados a graves. Observou-se associação estatisticamente significativa (p < 0,001) entre maior gravidade da MO e piores escores de QV em todos os domínios do OMQoL (Sintomas, Dieta, Função Social e Deglutição). O escore total médio do OMQoL aumentou progressivamente de 24,36 (grau 0) para 48,67 (grau 4), demonstrando comprometimento crescente e expressivo da QV. Conclui-se que a MO é um fator clínico determinante para a piora da QV de pacientes oncológicos, sendo sua gravidade o principal preditor do impacto percebido. Esta dissertação oferece dupla contribuição: apresenta dados primários consistentes sobre a realidade de um serviço público de referência no Brasil e mapeia o cenário científico, confirmando a importância do uso de instrumentos específicos. O emprego do OMQoL na prática clínica configura-se como recurso fundamental para monitoramento contínuo e sensível, avaliação de intervenções e qualificação do cuidado multiprofissional, reforçando o papel da Odontologia nas equipes de oncologia e contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-4480-0061
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAO - DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA SOCIAL E PREVENTIVA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Odontologia em Saúde Pública
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::ODONTOLOGIA SOCIAL E PREVENTIVA
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA

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