Infância e relações étnico-raciais: (re)significações a partir da história e da arte em turmas do 1º ano do ensino fundamental
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O contexto social brasileiro é marcado em sua história por uma matriz de significados que rejeitam ou estereotipam o protagonismo de determinados sujeitos, povos e culturas. Esse fato se faz presente inclusive em instituições como a escola. O presente artigo está vinculado ao projeto de ensino, pesquisa e extensão denominado Ciclo Permanente de Estudos e Debates sobre Educação Básica, que atua com a formação de docentes e discentes para a implementação da Lei 10.639/03. Com o objetivo de contribuir com práticas pedagógicas que visem potencializar uma formação humana com base no respeito e valorização da diversidade sociocultural e étnica, desenvolvemos uma sequência didática em duas turmas do primeiro ano, do 1º Ciclo de Formação Humana, do Centro Pedagógico da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG. As aulas foram desenvolvidas de maneira interdisciplinar, com destaque para a História e a Arte, o uso de biografias, mapas e imagens de arte negra e indígena – pinturas e desenhos – que representam a infância no século XX e no século XXI. A diversidade sociocultural brasileira foi introduzida, retomada, trabalhada e consolidada como temática central. Foi possível identificar as percepções das crianças sobre o mundo, desconstruir preconceitos, e demonstrar a pluralidade das identidades individuais e coletivas. Os estudantes participaram de várias atividades, tal como o desenho e a confecção e releitura de obras de arte por meio da pintura; desenvolvendo a capacidade expressiva e reflexiva. Cabe ressaltar, que os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2004), as Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais (2006), e a Lei 11.645/2008 foram utilizados como fundamento teórico-metodológico, além de outros estudos como: Friedrich Froebel (2001), Antoine Prost (2008), Renata Felinto (2017), Frantz Fanon (2011), Abramowicz e Oliveira (2012). Esta iniciativa destaca-se por buscar a ressignificação e revalorização de determinadas representações e narrativas sobre os indígenas, os africanos e seus descendentes no Brasil. O trabalho, baseado no diálogo e na autonomia das crianças, fortaleceu a compreensão de que a escola tem um papel fundamental na formação humana e na construção de uma educação antirracista para a redução das desigualdades na sociedade contemporânea.
Abstract
Assunto
Ensino fundamental, Relações étnicas, Relações raciais, Cultura afro-brasileira, Pluralismo cultural
Palavras-chave
Relações étnico-raciais, Infância, Educação, Artes visuais
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