O evento de violência urbana e o serviço de emergência SUS: profissionais de saúde diante da dor do usuário

dc.creatorSilvilene Giovane Martins Pereira
dc.creatorCarlos José de Paula Silva
dc.creatorAna Pitchon
dc.creatorMarcelo Drummont Naves
dc.creatorElza Machado de Melo
dc.creatorEfigenia Ferreira e Ferreria
dc.date.accessioned2022-02-25T15:13:22Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:24:15Z
dc.date.available2022-02-25T15:13:22Z
dc.date.issued2016-12
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttp://www.dx.doi.org/ 10.5935/2238-3182.20160073
dc.identifier.issn2238-3182
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/39706
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista Médica de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectViolência urbana
dc.subjectSistema Único de Saúde (Brasil)
dc.subjectPessoal de saúde
dc.subject.otherDor
dc.subject.otherViolência
dc.subject.otherEmergências
dc.subject.otherPessoal de Saúde
dc.titleO evento de violência urbana e o serviço de emergência SUS: profissionais de saúde diante da dor do usuário
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage173
local.citation.spage168
local.citation.volume26
local.description.resumoA compreensão da interferência cotidiana da violência na dinâmica organizacional dos serviços de emergência de saúde é bastante complexa. Em nenhum outro serviço a violência adquire tamanha visibilidade e constância, entranhada no processo de trabalho específico do serviço de emergência e nas relações entre profissionais de saúde e usuários. Neste estudo, buscou-se conhecer entre profissionais de saúde, de um lado regidos por um sistema de regras próprias, por outro regulados pelas regras sociais e institucionais que interferem em sua prática profissional, o modo como veem e reagem diante da dor do trauma físico e emocional, do sofrimento do outro disfarçado em algo comum no cotidiano do serviço de emergência, bem como compreender o sentido atribuído por eles à humanização da assistência. O estudo está apoiado na teoria de Pierre Bourdieu (2008; 2010), que aborda como o poder simbólico se impoe na área da saúde, e de Hannah Arendt, que trata da banalização da violência na sociedade (2015). Utilizou-se a abordagem qualitativa, realizada por meio de entrevista estruturada. A coleta de dados foi realizada nos Hospitais Maria Amélia Lins, Hospital de Pronto-Socorro Joao XXIII e Hospital Municipal Odilon Behrens, especializados em politraumatismos - unidades de referência no atendimento às vítimas de traumatismo maxilofacial em Belo Horizonte-MG. A amostra da pesquisa constituiu-se de cirurgioes bucomaxilofaciais do serviço de emergência dos hospitais, que aceitaram participar do estudo. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática. O estudo permitiu identificar que os profissionais da saúde não estao imunes à experiência da violência dos casos assistidos no processo de trabalho que leva ao sofrimento destes diante do trauma físico e emocional, da dor do outro. Ficou evidenciado que, para suportar a dor do outro, profissionais de saúde adotam uma postura de defesa, imparcialidade ou ainda a aniquilação da capacidade de ação para o enfrentamento da violência, o que impoe às vítimas de violência um modelo médico que lhes nega as prerrogativas de sujeito, o rompimento com um atendimento humanizado. É no processo de formação das instituições e profissionais de saúde que se podem enraizar valores e atitudes de respeito à vida humana, indispensáveis à consolidação e à sustentação de uma nova cultura de atendimento à saúde.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAO - DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA SOCIAL E PREVENTIVA
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL
local.publisher.departmentFAO - FACULDADE DE ODONTOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttp://www.rmmg.org/artigo/detalhes/2143

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