Ciência, política e biodiversidade : o Livro vermelho das espécies ameaçadas de extinção da fauna de Minas Gerais (1989-1998)

dc.creatorGabriel Schunk Pereira
dc.date.accessioned2022-09-25T21:10:17Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:58:27Z
dc.date.available2022-09-25T21:10:17Z
dc.date.issued2021-09-14
dc.description.abstractThe present work intends to discuss the elaboration process of the Red Book of Endangered Species of Fauna of Minas Gerais, published by the Biodiversitas Foundation, in 1998. The publication of lists and red books of threatened species began in the 1960s with the International Union for Conservation of Nature. This type of scientific literature is one of the mechanisms that constitute biodiversity conservation strategies, proposing to indicate endangered species in order to guide conservation policies. Throughout the dissertation, we aim to clarify how the production and publication of this work is the result of the intersection between the scientific work of some conservationist biologists from Minas Gerais and the political activities of these same individuals as environmental activists. Based on dialogues established with the history of science and environmental history and based on some concepts by Ludwik Fleck (2010), we show how these characters struggled to insert in the State Constitution of Minas Gerais the constitutional duty of the state to draw up its lists of threatened species. Then, we seek to understand how this scientific enterprise was structured in scientific collectives and how a certain group of scientists defined a methodology to establish, as a scientific fact, which species were threatened with extinction in the state. We indicate how these same actors have been circulating through different collectives and directly involved in the constitution of two specific collectives, the master's course in Ecology, Conservation and Wildlife Management, in which professionals were trained oriented to a certain way of conceiving conservation Biodiversitas Foundation, the institution that produced the list and state red book. We conclude that the Minas red book is an expression shared by scientists who are part of a collective on the state of conservation of species of the Minas Gerais fauna and, based on categories and criteria established by the IUCN, they developed a methodological guide that, first, reflected an effort to objectify objectivity, making the production of the list and red book, from processes of mathematization and quantification, something less subjective, and, second, it defined one way and not another to produce this type of literature. Finally, although presented as the result of a scientific procedure and, therefore, neutral, the Minas red book is a political instrument, which presents a specific way of thinking about the management of Minas Gerais' biodiversity, and capable of being mobilized by the group that elaborated it. It is evident, then, how the political performance of this group of environmentalists, in the social sphere, is intrinsically related to their scientific work, and it is not possible to understand the Minas red book without thinking about the relationship and mutual influence between science and politics.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45501
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherListas e livros vermelhos
dc.subject.otherConservação da biodiversidade
dc.subject.otherEspécies ameaçadas de extinção
dc.subject.otherBiologia da conservação
dc.titleCiência, política e biodiversidade : o Livro vermelho das espécies ameaçadas de extinção da fauna de Minas Gerais (1989-1998)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ely Bergo de Carvalho
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7706041416953661
local.contributor.referee1José Luiz de Andrade Franco
local.contributor.referee1Ana Carolina Vimieiro Gomes
local.contributor.referee1Mauro Lúcio Leitão Condé
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1360713693226003
local.description.resumoO presente trabalho discute o processo de elaboração do Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna de Minas Gerais, publicado pela Fundação Biodiversitas, em 1998. A publicação de listas e livros vermelhos de espécies ameaçadas iniciou-se na década de 1960 com a União Internacional para Conservação da Natureza. Este tipo de literatura científica é um dos mecanismos que constituem as estratégias de conservação da biodiversidade, propondo-se a indicar as espécies ameaçadas de extinção, a fim de orientar as políticas de conservação. Ao longo da dissertação, objetivamos esclarecer como a produção e publicação desta obra é resultado da interseção entre o trabalho científico de alguns biólogos conservacionistas mineiros e atuação política destes mesmos indivíduos como ambientalistas. A partir de diálogos estabelecidos com a história das ciências e a história ambiental e baseados em alguns conceitos de Ludwik Fleck (2010), mostramos como estes personagens lutaram para inserir na Constituição Estadual mineira o dever constitucional do estado elaborar suas listas de espécies ameaçadas. Depois, buscamos compreender como este empreendimento científico estava estruturado em coletivos científicos e como um determinado grupo de cientistas definiram uma metodologia para estabelecer, como um fato científico, quais espécies estavam ameaçadas de extinção no estado. Indicamos como estes mesmos atores estiveram circulando por coletivos diferentes e diretamente envolvidos na constituição de dois coletivos específicos, o curso de mestrado em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, no qual formou-se profissionais orientados para uma determinada maneira de conceber a conservação da biodiversidade, e a Fundação Biodiversitas, instituição que produziu a lista e livro vermelho estadual. Concluímos que o livro vermelho mineiro é uma expressão compartilhada entre cientistas que integram um coletivo sobre o estado de conservação das espécies da fauna mineira e, partindo de categorias e critérios estabelecidos pela UICN, elaboraram um roteiro metodológico que, primeiro, refletia um esforço de objetivar a objetividade, tornando a produção da lista e livro vermelho, a partir de processos de matematização e quantificação, algo menos subjetivo, e, segundo, delimitava uma maneira e não outra de produzir esse tipo de literatura. Finalmente, embora apresentado como resultado de um procedimento científico e, portanto, supostamente neutro, o livro vermelho mineiro se constitui como um instrumento político, que apresenta uma forma específica de pensar a gestão da biodiversidade mineira, e passível de ser mobilizado pelo grupo que o elaborou. Fica evidente, então, como a atuação política desse grupo de ambientalistas, em âmbito social, está intrinsicamente relacionada a seus trabalhos científicos, não sendo possível compreender o livro vermelho mineiro sem pensar a relação e influência mútua entre ciência e política.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8467-5579
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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