Uso de espécies arbóreas e arbustivas na fitorremediação de 2,4-D e oxyfluorfen
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Leonardo David Tuffi Santos
Otávio Cardoso Filho
Luan Mateus Silva Donanto
Maria Nilfa Almeida Neta
Otávio Cardoso Filho
Luan Mateus Silva Donanto
Maria Nilfa Almeida Neta
Resumo
A fitorremediação tem ganhado destaque como alternativa viável para recuperar áreas impactadas por compostos tóxicos, incluindo os herbicidas. Uma das limitações da técnica é a seleção de espécies de plantas com capacidade de fitorremediar herbicidas. Os objetivos foram: 1: avaliar a tolerância de dez espécies arbóreas nativas e exóticas aos herbicidas 2,4-D e oxyfluorfen, visando selecionar aquelas com maior potencial para a fitorremediação de áreas contaminadas; 2: avaliar a tolerância de Cajanus cajan, Moringa oleifera e Schizolobium parahyba var. amazonicum a diferentes doses de 2,4-D e oxyfluorfen. O estudo preliminar para seleção das espécies arbóreas foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 10, com quatro repetições, sendo dois herbicidas (2,4-D e oxyfluorfen) combinados com dez espécies arbóreas. As espécies arbóreas testadas foram: Albizia niopoides, Anadenanthera peregrina, Cajanus cajan, Handroanthus impetiginosus, Leucaena leucocephala, Moringa oleífera, Peltophorum dubium, Prosopis juliflora, Schizolobium parahyba var. amazonicum, Tithonia diversifolia. A dose recomendada na bula dos herbicidas foi aplicada aos 28 dias antes da semeadura das espécies arbóreas, sendo avaliados a emergência e o crescimento inicial aos 60 dias após a semeadura. As espécies C. cajan, M. oleifera e S. parahyba apresentaram maior tolerância ao 2,4-D e ao oxyfluorfen. A partir das espécies previamente selecionadas, foram conduzidos dois experimentos independentes, um para cada herbicida. Os experimentos foram instalados em esquema fatorial 3 x 5, sendo três espécies arbóreas (C. cajan, M. oleifera e S. parahyba) combinadas com diferentes níveis de contaminação de herbicida no solo (0%, 25%, 50%, 75% e 100% da dose recomendada na bula). Schizolobium parahyba manteve atividade fisiológica mesmo nas maiores doses de oxyfluorfen, destacando-se como mais promissora para fitorremediação desse herbicida. Moringa oleifera apresentou alta sensibilidade ao oxyfluorfen, enquanto Cajanus cajan mostrou tolerância ao herbicida com intoxicação baixa e sinais de adaptação. Em contrapartida, no estudo com o herbicida 2,4-D, C. cajan foi altamente sensível, com sintomas severos levando à morte das plantas nos primeiros dias. Moringa oleifera apresentou efeitos moderados, mas demonstrou capacidade de recuperação fisiológica com o tempo. Em áreas contaminadas com oxyfluorfen ou 2,4-D, recomenda-se o uso das espécies arbóreas S. parahyba e M. oleifera, respectivamente, para sua descontaminação. Os resultados reforçam o uso da fitorremediação na descontaminação de solos com herbicidas com o uso de espécies arbóreas como S. parahyba e M. oleifera.
Abstract
Phytoremediation has emerged as a viable alternative for restoring areas impacted by toxic compounds, including herbicides. A major constraint to this technique is the selection of species capable of herbicide phytoremediation. The objectives of this study were: 1 - to evaluate the tolerance of ten native and exotic tree species to the herbicides 2,4-D and oxyfluorfen, in order to select those with greater potential for phytoremediation of contaminated areas; 2 - to assess the tolerance of Cajanus cajan, Moringa oleifera, and Schizolobium parahyba var. amazonicum to different doses of 2,4-D and oxyfluorfen. The preliminary study for species selection was conducted in a completely randomized design, in a 2 × 10 factorial scheme, with four replications, consisting of two herbicides (2,4-D and oxyfluorfen) combined with ten tree species. The tree species tested were: Albizia niopoides, Anadenanthera peregrina, Cajanus cajan, Handroanthus impetiginosus, Leucaena leucocephala, Moringa oleifera, Peltophorum dubium, Prosopis juliflora, Schizolobium parahyba var. amazonicum, and Tithonia diversifolia. The recommended label dose of the herbicides was applied 28 days before sowing the tree species, and seedling emergence and early growth were evaluated 60 days after sowing. The species C. cajan, M. oleifera, and S. parahyba showed greater tolerance to both 2,4-D and oxyfluorfen. Based on these selected species, two independent experiments were conducted, each using one herbicide. The experiments were arranged in a 3 × 5 factorial scheme, with three tree species (C. cajan, M. oleifera, and S. parahyba) combined with different levels of soil herbicide contamination (0%, 25%, 50%, 75%, and 100% of the recommended label dose). S. parahyba maintained physiological activity even at the highest oxyfluorfen doses, emerging as the most promising species for the phytoremediation of this compound. M. oleifera was highly sensitive to oxyfluorfen, whereas C. cajan showed tolerance with low phytointoxication and signs of adaptation. Conversely, C. cajan was highly sensitive to 2,4-D, exhibiting severe symptoms that led to plant death shortly after emergence. M. oleifera showed moderate effects but demonstrated physiological recovery over time. For areas contaminated with oxyfluorfen or 2,4-D, the use of S. parahyba and M. oleifera, respectively, is recommended. These results support the potential of phytoremediation using forest species for the decontamination of herbicide-impacted soils.
Assunto
Solos, Fitorremediação, Herbicidas
Palavras-chave
Adaptação vegetal, Escontaminação do solo, Recuperação ambiental