Refutação do discurso - libertação da alma: o "élenkhos" no "Górgias" de Platão

dc.creatorJanaina Silveira Mafra
dc.date.accessioned2019-08-10T01:33:05Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:19:19Z
dc.date.available2019-08-10T01:33:05Z
dc.date.issued2008-03-24
dc.description.abstractDans ce mémoire de master, on met en oeuvre une analyse des sections centrales du Gorgias dans lesquelles maintes fois il y arrive lelenchos. Préalablement, on offre aux lecteurs une brève introduction historique parcourant la sémantique du terme depuis Homère jusquà Platon, aussi bien quun aperçu de la question. Les trois chapitres qui composent ce travail correspondent aux mouvements distincts dune seule force affrontée dans le dialogue au moment même où Socrate réfute les discours de Gorgias, Polus et Calliclès. Lobjet de lelenchos socratique est, donc, le discours, soit-il le produit des croyances de linterlocuteur ou pas, mais il se peut que, en ayant son discours réfuté, celui qui la énoncé sente honte de ses contradictions et se transforme, cest-à-dire, il se peut quil se délivre de sa croyance de savoir ce quen vérité il ne sait pas et, en se prédisposant à connaître quelque chose, il soit alors capable de parler et dagir conformément aux déterminations de la recherche de cette connaissance. Voilà le pari de Socrate. Ce pari, quoique frustré dans le domaine du Gorgias, ne laisse pas de procurer un effet persuasif chez ses lecteurs. A la fin de ce travail, on trouve ci-contre attaché ma traduction de deux ouvrages importants sur la réfutation socratiqueplatonicienne: lun cest létude classique de Gregory Vlastos, Lelenchos socratique: la méthode, cest ce qui compte (1985); lautre, une étude plus récente de Monique Dixsaut, intitulée Réfutation et dialectique (2005).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-A3QMXX
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFilosofia antiga
dc.subjectPlatão Górgias
dc.subjectFilosofia
dc.subject.otherGórgias
dc.subject.otherFilosofia antiga
dc.subject.otherPlatão
dc.subject.otherRefutação (Élenkhos)
dc.titleRefutação do discurso - libertação da alma: o "élenkhos" no "Górgias" de Platão
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Marcelo Pimenta Marques
local.contributor.referee1Maria das Graças de Moraes Augusto
local.contributor.referee1Richard Romeiro Oliveira
local.description.resumoApós uma breve introdução histórica, que traça a semântica do élenkhos de Homero a Platão e, ao mesmo tempo, o estado da questão, é feita, nesta dissertação, uma análise das seções centrais do Górgias, nas quais o élenkhos inúmeras vezes ocorre. Os três capítulos que a compõem correspondem aos movimentos distintos de uma mesma força que é enfrentada no diálogo quando Sócrates refuta os discursos de Górgias, Polo e Cálicles. O objeto do élenkhos socrático é, portanto, o discurso, seja este o produto das crenças do interlocutor ou não, mas pode ser que, ao ter o discurso refutado, aquele que o enunciou sinta vergonha de suas contradições e se transforme, ou seja, pode ser que ele se liberte de sua crença de saber o que não sabe e, predispondo-se a conhecer algo, seja capaz de falar e agir segundo as determinações da busca desse conhecimento. Tal é a aposta de Sócrates, que, frustrada no âmbito do Górgias, não deixa de produzir nos leitores um efeito persuasivo. Ao final deste trabalho há um anexo com minha tradução de dois textos importantes sobre a refutação socrático-platônica: um estudo clássico de Gregory Vlastos, O élenkhos socrático: método é tudo (1985), e um estudo mais recente de Monique Dixsaut, intitulado Refutação e dialética (2005).
local.publisher.initialsUFMG

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