Aspectos biológicos e ecológicos de Tunga penetrans (L.,1758) (Siphonaptera: Tungidae) em áreas endêmicas brasileiras.

dc.creatorClaudia Maria Lins Calheiros
dc.date.accessioned2019-08-09T23:36:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:30:36Z
dc.date.available2019-08-09T23:36:15Z
dc.date.issued2007-08-29
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/SAGF-76KPM6
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEctoparasito
dc.subjectParasitologia
dc.subjectTunga penetrans
dc.subject.otherTunga penetrans
dc.titleAspectos biológicos e ecológicos de Tunga penetrans (L.,1758) (Siphonaptera: Tungidae) em áreas endêmicas brasileiras.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Jorg Heukelbach
local.contributor.advisor1Pedro Marcos Linardi
local.contributor.referee1ArIcio Xavier Linhares
local.contributor.referee1Raimundo Wilson de Carvalho
local.contributor.referee1Paulo Roberto de Oliveira
local.contributor.referee1Marcos Horacio Pereira
local.description.resumoResumo Tunga penetrans (Linnaeus, 1758) é uma espécie de sifonáptero que parasita o homem e outros mamíferos, provocando uma infestação denominada tungíase, que inclui infecção bacteriana oportunista, úlceras, fissuras, deformação e perda de dígitos, e dificuldade na marcha. A pulga ocorre nos países da América Latina e África e é comum em populações indígenas e em comunidades da baixa renda no Brasil. O presente estudo teve como objetivo descrever aspectos biológicos e ecológicos de T. penetrans, sob condições naturais e experimentais em diferentes áreas endêmicas brasileiras. Em comunidade da periferia de Fortaleza - CE e em comunidades indígenas de Barra do Garças MT e Alto Alegre RR, procurou-se determinar o habitat natural do ectoparasito e identificar os estágios imaturos e os fatores ambientais que interferem no seu desenvolvimento. Para isto, amostras de solo foram coletadas em sítio do intradomicílio e peridomicílio destas áreas e examinadas para a presença de estágios imaturos e adultos de T. penetrans. Foi estabelecido um modelo experimental vertebrado para estudo in vitro do ciclo biológico de T. penetrans, a partir de ratos Wistar naturalmente infestados nestas áreas. Foram também avaliadas as taxas de eclosão dos ovos, de emersão dos adultos, e a temperatura e umidade ideais ao desenvolvimento de T. penetrans em condições naturais e experimentais. Das 133 amostras de areia analisadas, 28 (21%) estavam positivas para formas imaturas e adultas, todas advindas do intradomicílio de habitações nas três áreas pesquisadas. A maioria das amostras positivas (57%) foi encontrada em areia próxima ao dormitório de humanos (debaixo de camas ou redes), 21% próximo aos dormitórios dos cães e 21% em microambientes arenosos (fissuras de cimento ou cantos de parede). Todas as amostras do peridomicílio foram negativas. As diferenças entre esses locais foram estatisticamente significativas. Entre as amostras positivas, 10 (35,7%) apresentaram-se duplamente infestadas, em associação com formas imaturas e adultas de Ctenocephalides felis felis. Quando comparados os valores para temperatura ambiente e umidade relativa das amostras, obtidas no intradomicílio e peridomicílio, observou-se diferença estatisticamente significativa (p = 0,02 e p = 0,005, respectivamente). A temperatura ambiente média de 26,9 ºC, a temperatura do solo de 26,8 ºC e a umidade relativa média de 73,1% apresentaram-se como ideais ao desenvolvimento de T. penetrans em condições naturais, coincidindo com as faixas de temperatura ambiente e umidade relativa encontradas experimentalmente. A taxa de eclosão dos ovos variou entre 20,3% e 49,0%, com méd.ia de 36,2%. A taxa média de emergência dos adultos foi de 55,7%, variando entre 40,5% e 68,7%. Os ratos Wistar se caracterizaram como bons modelos experimentais para a ectoparasitose, uma vez que neles se desenvolveram infestações naturais e experimentais, ocorrendo em todas as patas e a cauda. Entretanto, todos os ovos advindos exclusivamente de infestações experimentais mostraramse inviáveis. Nossos dados contribuíram substancialmente para o conhecimento da biologia de T. penetrans. Pela primeira vez os estágios imaturos de T. penetrans foram detectados no ambiente natural. Após ter estabelecido o ciclo de vida completo no laboratório, a biologia dos estágios fora do hospedeiro (larvas e pupas) poderá agora ser melhor compreendida. Adicionalmente, identificamos em detalhe o habitat dos estágios imaturos da pulga. No futuro, serão possíveis os testes de substâncias adulticidas, larvicidas e ovicidas, não somente no campo, mas também in vitro sob condições controladas. A informação limitada destes aspectos impediu o controle da tungíase no passado.
local.publisher.initialsUFMG

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