Benveniste, Lacan e a gramática de Damourette e Pichon: entre linguagem e psicanálise

dc.creatorBruno Focas Vieira Machado
dc.date.accessioned2019-08-11T21:51:14Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:21:57Z
dc.date.available2019-08-11T21:51:14Z
dc.date.issued2013-08-14
dc.description.abstractLe but de cette thèse est dintroduire un dialogue entre les études linguistiques et les études psychanalytiques, en définissant comme concept central la notion de sujet. Dans ce dialogue, je fais une étude historiographique qui vise à éclaircir les influences des études du langage sur la construction de la notion de sujet dans lenseignement de Jacques Lacan. Je me focalise sur loeuvre du linguiste Emile Benveniste et sur la notion de personne, cherchant à démontrer comment ce concept a permis à Lacan de tracer une distinction entre sujet de lénonciation et sujet de lénoncé. Parallèlement aux notions énonciatives et discursives, je fais une recherche, dans la grammaire de Damourette et Pichon, sur le concept dempersonnement et sur les études de la négation en langue française, me permettant ainsi de mieux saisir comment le contact avec cette grammaire a été fondamental pour que Lacan puisse perfectionner la notion de sujet tout au long de son enseignement. En ce qui concerne les études sur la négation en langue française, jarticule les concepts de discordantiel et forclusif, en les mettant en rapport avec la dynamique et la structuration du sujet chez Lacan. Je construis donc mon étude historiographique en trois étapes, qui correspondent chacune aux trois chapitres de la thèse: une première étape structurale, une seconde étape de lénonciation et une troisième étape de la grammaire. Chacune de ces étapes marquent larticulation entre un trépied qui unit le sujet, concept capital, la grammaire et les faits d´énonciation.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-9AZNAW
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise do discurso
dc.subjectInconsciente
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectLinguagem
dc.subjectSujeito (Psicologia)
dc.subjectBenveniste, Emile, 1902-1976
dc.subjectPsicolingüística
dc.subjectPichon, Edouard, 1890-1940
dc.subjectLacan, Jacques, 1901-1981
dc.subjectDamourette, Jacques
dc.subjectLíngua francesa Gramática
dc.subject.otherLinguagem
dc.subject.otherGramática
dc.subject.otherpsicanálise
dc.titleBenveniste, Lacan e a gramática de Damourette e Pichon: entre linguagem e psicanálise
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Antonieta A de M Cohen
local.contributor.referee1Ana Maria Portugal Maia Saliba
local.contributor.referee1Glaucia Muniz Proenca Lara
local.contributor.referee1Cassio Eduardo Soares Miranda
local.contributor.referee1Helder Rodrigues Pereira
local.description.resumoA presente tese pretende estabelecer um diálogo entre os estudos linguísticos e os estudos psicanalíticos, definindo como conceito central a noção de sujeito. Nesse diálogo, apresento uma pesquisa historiográfica que visa a iluminar as influências dos estudos da linguagem na construção da noção de sujeito no ensino de Jacques Lacan. Focalizo a obra do linguista Émile Benveniste e a noção de pessoa, objetivando demonstrar como esse conceito permitiu a Lacan traçar uma distinção entre sujeito da enunciação e sujeito do enunciado. Paralelas às noções enunciativas e discursivas, pesquiso, na gramática de Damourette e Pichon, o conceito de empersonamento e os estudos sobre a negação em língua francesa e, assim, esclareço como o contato com essa gramática se mostrou fundamental para Lacan sofisticar sua noção de sujeito no decorrer de seu ensino. No que concerne aos estudos sobre a negação em língua francesa, articulo os conceitos de discordancial e forclusivo, relacionando-os à dinâmica e à estruturação do sujeito em Lacan. Construo, dessa forma, uma pesquisa historiográfica de três momentos, que correspondem a cada um dos três capítulos da tese: um primeiro momento estrutural, um segundo momento da enunciação e um terceiro momento da gramática. Cada um desses momentos, por sua vez, marca a articulação de um tripé que une o sujeito, conceito fulcral, em relação à gramática e aos fatos da enunciação.
local.publisher.initialsUFMG

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