Avaliação da Cistatina C como marcador de Lesão Glomerular em mulheres portadoras de pré-eclâmpsia
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
A função renal alterada é um componente essencial do processo fisiopatológico que está relacionado ao pior prognóstico materno-fetal. Os rins estão entre os órgãos centrais afetados na pré-eclâmpsia, e desempenham um papel significativo na síntese e degradação das substâncias de baixo peso molecular, como creatinina, ureia e cistatina C. A cistatina C vem sendo apontada como uma substância promissora para avaliar a função renal, e alterações da filtração glomerular precocemente. O presente trabalho foi realizado para investigar a cistatina C sérica e urinária como marcador de lesão glomerular em grávidas portadoras de PE, e correlacionar com a dosagem de creatinina e uréia. Trata-se de um estudo transversal com 44 gestantes com diagnóstico da pré-eclâmpsia e 24 normotensas. Os níveis de cistatina C plasmáticos e urinárias apresentam-se elevados e estatisticamente significativos (respectivamente, p=0,001, p=0,012) nas mulheres portadoras de PE quando comparadas com as normotensas. Comparando-se com outros marcadores, a cistatina C sérica demonstrou melhor capacidade de identificar a função renal, com valor percentual de área da curva ROC de 91,7%. Nesse estudo, a cistatina C mostra-se um bom marcador de lesão glomerular em gestantes portadoras de pré eclâmpsia, comparável aos marcadores tradicionais uréia e creatinina. Sua vantagem sobre estes marcadores refere-se a sua menor influência de diversos aspectos biológicos não relacionados a doença gestacional propriamente dita.
Abstract
Assunto
Cistatina C, Testes de Função Renal, Gravidez, Pré-Eclâmpsia, Saúde da Mulher, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Cistatina C, Função renal, Gravidez, Pré-eclâmpsia