Desempenho físico e avaliação cinemática de equinos Mangalarga Marchador submetidos a treinamento aquático em piscina

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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O estudo foi realizado com a finalidade de se conhecer os efeitos do treinamento aquático de equinos da raça Mangalarga Marchador (MM), uma vez que as respostas fisiológicas e cinemáticas de equinos MM ainda não foram documentadas. Foram utilizadas 15 éguas da raça MM, com idade entre 3 e 9 anos, divididas, aleatoriamente, em dois grupos: grupo T (submetidas ao treinamento aquático, n=9) e grupo NT (não treinadas, n=6). Antes e após a etapa experimental de 6 semanas de treinamento, as éguas realizaram análises cinemáticas, teste de marcha (M1 e M2) e teste de piscina (P1 e P2). Durante os testes M1 e M2, as éguas foram montadas por 30 min, na marcha, em pista circular gramada. Nos testes na piscina, o grupo T caminhou, com água na altura do peito, por 15 min. Antes e após os testes, foram avaliadas a Frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), temperatura retal (TR) e foi realizada coleta sanguínea para análise das variáveis hematológicas, lactato, glicose e enzimas musculares (CK e AST). A comparação das respostas fisiológicas obtidas foi usada para avaliação da intensidade do exercício realizado e dos efeitos do treinamento sobre a aptidão física dos animais. Para as análises cinemáticas, foram afixados marcadores em 20 pontos anatômicos de cada lado do animal avaliado, sendo que todos os foram montados pelo mesmo cavaleiro, que realizou passagens experimentais frente a câmera, na marcha média. Procedeu se à filmagem bidimensional com frequência de 240 quadros por segundo e utilizou-se o software Tracker 6.0 para digitalização e análise das imagens. As variáveis cinemáticas mensuradas foram: comprimento da passada, tempo da passada, velocidade, frequência de passadas, deslocamento vertical do casco, deslocamento vertical do ombro, da garupa, da nuca e da face, ângulos mínimo e máximo de boletos, quartelas, jarrete e da nuca. O protocolo de treinamento consistiu de caminhada na piscina, três vezes por semana, com água na altura do peito, por 6 semanas. Nas primeiras 2 semanas, a duração do exercício aquático foi de 15 min. Aumentou-se 5 min a cada 2 semanas, finalizando com 25 min nas últimas 2 semanas de treinamento. Todos os dados foram submetidos aos testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e igualdade de variâncias. As respostas dos testes de marcha foram submetidos à análise de variância de três fatores para amostras repetidas, já os dados dos testes de piscina foram submetidos à análise de variância de dois fatores para amostras repetidas. Os resultados das análises cinemáticas foram submetidos aos testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e igualdade de variâncias e, em seguida, ANOVA de dois fatores para amostras repetidas. As médias foram comparadas por teste de Tukey (p≤0,05). De M1 para M2, houve aumento de FC, TR e do lactato após o exercício, somente no grupo NT. Nos testes de piscina, as éguas do grupo T reduziram os valores de FR, TR e lactato após o período de condicionamento físico (P2). Ocorreram adaptações fisiológicas relacionadas ao ganho de aptidão aeróbia no grupo de éguas submetidas ao protocolo de treinamento aquático em piscina. Não foram observadas diferenças em nenhuma das variáveis cinemáticas analisadas. O protocolo de treinamento aquático em piscina utilizado durante seis semanas, melhorou o condicionamento aeróbio e não alterou os parâmetros cinemáticos de éguas da raça MM.

Abstract

Assunto

Veterinária

Palavras-chave

Cavalo marchador, Medicina veterinária

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