Efeito da fração proteolítica de Carica candamarsensis na cicatrização cutânea: avaliação pré-clínica fase I

dc.creatorFlavia Sampaio Latini Gomes
dc.date.accessioned2019-08-12T12:58:44Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:44:23Z
dc.date.available2019-08-12T12:58:44Z
dc.date.issued2009-08-14
dc.description.abstractThe purpose of this study was to evaluate the healing activity of the proteolyticfraction named P1G10 from Carica candamarcensis latex, when applied to skinburns previously induced in mice. The proposal also verified the safety andharmless effect of this fraction when applied to intact skin of healthy people,and the safety and healing rate of this fraction when applied to skin pressure orvenous ulcers of voluntary humans. Finally, the proposal aimed to develop asoftware to evaluate the digital images obtained from healing wounds treatedwith the active principle. Initially, the fraction was characterized for theconstancy of its proteolytic activity, and protein concentration. P1G10 fractionsused in these experiments was 8.39 ± 0.39 mg ml-1 and 13.5 ± 0.5 nM mg-1 min,respectively, thus assuring a constant protein content and proteolytic activityvalue for various experiments. The results of P1G10 on heat-induced, thirddegreeburn using the rodent model show that 0.1% P1G10 acceleratesepithelisation while the effect of 1% or 0.01% P1G10 is not significantly differentto 1% silver sulphadiazine, 2% papain or the hydrosoluble vehicle used ascontrol. In a double-blind randomized experiment comparing the healingresponse of 0.01%, 0.1% and the vehicle alone, we confirmed the enhancedhealing property of P1G10. Histological analysis of burn-tissue sectionsfollowing treatment with P1G10 support these observations. The clinical trialsin humans (phase 1) using double-blind protocols showed no visual evidence ofadverse skin effect at the site of application during one-month and no changesin blood (hemogram) and liver or kidney clinical parameters. The clinical trialsin humans (phase 2) using double-blind protocols showed no differencebetween the group treated with P1G10 and the control treated with 1.0% silversulfadiazine. The lack of significant healing effect by P1G10 is attributed to thesmall size of the sample (n =10). However a 60% decrease in perimeter size wasobserved in wounds treated with P1G10, while no effect was seen on woundstreated with silver sulfadiazine. The evaluation of the software aimed tocapture the images during wound healing demonstrated acceptable variationswhen repeated measurements were done by the same operator or when a singleimage was quantified by different operators. These results extend the healingproperties of these groups of enzymes to a different type of trauma (burns)while the results of clinical trials encourage future applications.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/GCPA-7WTN6V
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectÚlcera de Pressão/terapia
dc.subjectPapaína/uso terapêutico
dc.subjectCarica
dc.subjectHumanos
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectSoftware
dc.subjectPesquisa Biomédica
dc.subjectQuestionários DeCs
dc.subjectCamundongos
dc.subjectAnimais
dc.subjectCicatrização de Feridas
dc.subject.otherProteases
dc.subject.otherCaricaceae
dc.subject.otherPesquisa Clínica
dc.subject.otherCicatrização de Feridas
dc.titleEfeito da fração proteolítica de Carica candamarsensis na cicatrização cutânea: avaliação pré-clínica fase I
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Dacle Vilma Carvalho
local.contributor.advisor1Carlos Edmundo Salas Bravo
local.contributor.referee1José Augusto Nogueira Machado
local.contributor.referee1Anilton Cesar Vasconcelos
local.contributor.referee1Marilia Martins Melo
local.contributor.referee1Eladio Oswaldo Flores Sanchez
local.description.resumoOs objetivos do presente estudo foram avaliar a capacidade cicatrizante dafração proteolítica P1G10 de látex de Carica candamarcensis aplicada emqueimaduras induzidas em camundongos; a segurança e inocuidade dessafração aplicada em pele íntegra de pessoas hígidas; a segurança e a taxa decicatrização da fração em úlceras por pressão e venosas de pessoas voluntárias;criar e validar software para análise de imagens digitais de feridas. A fração foicaracterizada quanto à sua constância, sua atividade amidásica e concentraçãoprotéica. As frações de P1G10 utilizadas nestes experimentos tinham atividadeamidásica de 13,5 ± 0,5 nM.min-1.mg-1 e concentração de proteína de 8,39 ± 0,39mg/ml, assegurando constância da proteína por vários experimentos. Osresultados de queimaduras de terceiro grau induzidas em camundongosmostraram que a fração P1G10 - 0,1% abrevia o tempo de epitelização,enquanto que o efeito de P1G10 - 0,01% ou 1,0% não é significativamentediferente de sulfadiazina de prata 1,0%, papaína 2,0% ou veículo hidrossolúvel,utilizados como controles. No experimento randomizado duplo-mascarado,comparando o tempo de epitelização entre P1G10 - 0,01%, 0,1% e apenasveículo, confirmou-se a propriedade cicatrizante de P1G10. As análiseshistológicas das seções de queimaduras tratadas com P1G10 reforçaram essasobservações. O ensaio clínico em humanos (fase I), utilizando protocolo duplomascarado,mostrou que não houve evidências clínicas e laboratoriais detoxicidade da fração P1G10 - 0,1% aplicada em pele íntegra. O ensaio clínico emhumanos (fase II), utilizando protocolo duplo-mascarado, mostrou que nãohouve diferenças entre o grupo tratado com a fração P1G10 - 0,1% e o tratadocom sulfadiazina de prata 1,0%. A ausência de efeito cicatrizante de P1G10 foiatribuída ao pequeno tamanho amostral (n = 10). No entanto, foi observada nasferidas tratadas com P1G10 60,0% de diminuição do perímetro, enquantonenhum efeito foi observado nas tratadas com sulfadiazina de prata. O softwarede análise de imagens se mostrou adequado em termos de variabilidade intra einter observador. Os resultados estendem as propriedades terapêuticas dessesgrupos de enzimas para um tipo diferente de trauma (queimaduras) eincentivam futuras aplicações.
local.publisher.initialsUFMG

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