Infância é corpo encarnado/ uma perspectiva poético-existencial para o ser criança

dc.creatorMarina Marcondes Machado
dc.date.accessioned2021-09-02T00:44:10Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:07:43Z
dc.date.available2021-09-02T00:44:10Z
dc.date.issued2016
dc.description.abstractThis essay ponders notions of child psychoanalysis and relates them to the phenomenology of the quotidian and the phenomenology of ordinary adult-child relationships. The notions are: body image (Françoise Dolto, 1984) and the feeling of real (Donald Woods Winnicott, 1982; 1990). Dolto presents us the genesis of the child’s body concretude, naming the erotic zones as “places of the body” and revealing the human capacity for fantasizing. Meanwhile, Winnicott states that the feeling of real is something to be experienced, built and maintained alive by a fluxus of continuous care caring and relationships as well as the supply, on the part of the adult community, in providing “total experiences” in the child’s daily life. Searching for a hybrid theoretical vision between psychoanalysis and phenomenology, the author entwines the concepts in the light of the Sorbonne Courses, taught by Maurice Merleau Ponty in the mid 20th century. In this way, a third way forward may be engendered: a poetic-existential perspective for a child being, presented as something plural, which considers ways of being and inhabiting the space own body and surrounding space. This is a phenomenological comprehension of childhood – presented particularly in the reading of the dyad adultchild relations, in dialogue with Merleau-Ponty’s works about the human early life (The Sorbonne Lectures). This has led to relational attitudes, in which the adult develops his listening and acceptance towards the ways of being of a child, gives positive values to the phenomena of childhood and harmonizes with something that Winnicott has defined as a concomitant “presence and absence” state of mind. It is necessary to be there when it is needed, as well as to be gradually absent, so that the child can find out, on her own ways and rhythm: herself, the others and the things of the world, acting according to Winnicott’s conception called “the free and creative playing”.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.12957/childphilo.2016.24987
dc.identifier.issn19845987
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/37887
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofChildhood & Philosphy
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectImagem corporal em crianças
dc.subjectPsicanálise infantil
dc.subjectFenomenologia existencial
dc.subjectPercepção
dc.subject.otherImagem do corpo
dc.subject.otherSentimento do real
dc.subject.otherCorporalidade
dc.subject.otherIntersubjetividade
dc.subject.otherMundaneidade
dc.titleInfância é corpo encarnado/ uma perspectiva poético-existencial para o ser criança
dc.title.alternativeChildhood is body incarnate: a poetic-existential perspective in being a child
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage468
local.citation.issue24
local.citation.spage455
local.citation.volume12
local.description.resumoEste texto visitará importantes noções da psicanálise de crianças, para depois relacionálas, de modo reflexivo, à fenomenologia do cotidiano e à fenomenologia das relações ordinárias adulto-criança. As noções psicanalíticas aqui discutidas são: imagem do corpo (Françoise Dolto, 1984) e sentimento do real (Donald Woods Winnicott, 1982; 1990). Dolto nos apresenta uma espécie de gênese da concretude corporal da criança, nomeando as zonas erógenas como “lugares do corpo” e revelando o propiciar da capacidade humana de fantasiar, enquanto que Winnicott afirma que o sentimento do real é algo a ser experienciado, construído e mantido, por meio de um fluxo de continuidade dos cuidados (maternagem) e das relações, bem como a oferta, por parte da comunidade adulta, de experiências totais às crianças. Em busca de um olhar híbrido em termos teóricos – entre a psicanálise e a fenomenologia – a autora entretece os conceitos à luz dos Cursos na Sorbonne, lecionados por Maurice Merleau-Ponty, nos meados do século XX. Assim, pode-se engendrar uma terceira via: a perspectiva poético-existencial para o ser criança, apresentada como algo plural que nos mostra modos de ser, estar e habitar o espaço corpo próprio bem como o mundo circundante. Trata-se de uma compreensão fenomenológica da criança, apresentada, particularmente, a partir da leitura da díade adulto-criança e em constante diálogo com o olhar merleau-pontiano para a pequena infância. Disso resultam atitudes relacionais, nas quais o adulto apura sua escuta e acolhida para as maneiras de ser da criança pequena, procura positivar os fenômenos dos mundos de vida infantis, e sintoniza com algo que Winnicott definiu como concomitantes ausência e presença. Há que estar lá quando for preciso; bem como ser capaz de ausentar-se, gradualmente, de modo que a criança descubra, a seu modo e em seu ritmo, a si mesma, ao outro e às coisas do mundo, em nome do que Winnicott nomeou “o brincar livre e criativo”.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-4389-066X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEBA - DEPARTAMENTO DE FOTOGRAFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/article/view/24987

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