Os museus de Pedrosa: uma contra narrativa para a arte brasileira

dc.creatorAna Cecília Araújo Soares de Souza
dc.date.accessioned2023-07-21T13:14:48Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:26:31Z
dc.date.available2023-07-21T13:14:48Z
dc.date.issued2023-05-26
dc.description.abstractThis research aims to discuss the museological projects elaborated by Mário Pedrosa (1900-1981) from the analysis of the Museum of Brasília, designed, in 1958, at the invitation of Oscar Niemeyer (1907-2012), for the new Federal Capital; the Museum of Solidarity, of which the Brazilian critic was one of the main articulators, between 1971 and 1973, in Santiago, Chile; and the Museum of Origins (MO), which emerged as a solution to the fire suffered by the Museum of Modern Art of Rio de Janeiro (MAM-RJ), in 1978, whose purpose was to create and take advantage of existing museums, categorizing them as representatives of following types of production: virgin art by children and psychiatric patients from the Engenho de Dentro studio; indigenous art, black art; modern art and popular art. Although Pedrosa did not see any of these proposals actually realized (the Museu da Solidariedade was the closest to a realization), the immersion in these three museums allowed us to investigate nuances and lucubrations of his museological look, resulting from a series of experiences his in the field of art and politics, especially in relation to the last exile he experienced in Chile, in the 1970s. As a hypothesis, we believe that Pedrosa's museum projects paved the way for the conflagration of a counter-narrative, of a genealogy, where the MO would be the apex, the high point of maturation of an entire thought that seeks to break with the vanguard idea and with the hegemonic thought of Europe and the United States. As for the development of this study, we used the historiographic methodology constituted by the bibliographic systematization and the analysis of the existing primary sources in the documentary collections of the Salvador Allende Solidarity Museum and the Museum of Contemporary Art of Santiago in Chile. Finally, among the authors who helped us in the construction of this thought, we highlight the studies of Edward Said (1935-2003); Benedict Anderson (1936-2015); Frantz Fanon (1925-1961); Cristiana Tejo, Ana María Risco, Izabela Pucu, Luíza Mader, Pollyana Quintella and Mário Chagas.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/56832
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectPedrosa, Mario, 1900-1981
dc.subjectMuseu da Cidade (Brasília, Brasil)
dc.subjectMuseo de la Solidaridad (Santiago, Chile)
dc.subjectMuseu das Origens
dc.subjectMuseus - Planejamento
dc.subjectMuseus - Administração
dc.subjectAdministração de projetos
dc.subjectMuseus de arte
dc.subjectArte brasileira
dc.subjectArte moderna - Séc. XX
dc.subjectMuseologia
dc.subject.otherMário Pedrosa
dc.subject.otherMuseu de Brasília
dc.subject.otherMuseu da Solidariedade
dc.subject.otherMuseu das Origens
dc.subject.otherContra narrativa
dc.titleOs museus de Pedrosa: uma contra narrativa para a arte brasileira
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Yacy-Ara Froner Gonçalves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4227034481540406
local.contributor.referee1Marília Andrés Ribeiro
local.contributor.referee1Maria Angélica Melendi
local.contributor.referee1Carolina Ruoso
local.contributor.referee1Lilian do Amaral Nunes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8833776809003783
local.description.resumoEsta pesquisa tem por objetivo discutir os projetos museológicos elaborados por Mário Pedrosa (1900-1981), a partir da análise do Museu de Brasília, pensado, em 1958, a convite de Oscar Niemeyer (1907-2012), para a nova Capital Federal; do Museu da Solidariedade, de qual o crítico brasileiro foi um dos principais articuladores, entre os anos de 1971 e 1973, em Santiago no Chile; e o Museu das Origens (MO), que surge como uma solução ao incêndio sofrido pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em 1978, cujo intuito era criar e aproveitar museus existentes, categorizando-os como representantes dos seguintes tipos de produção: arte virgem das crianças e de pacientes psiquiátricos do ateliê do Engenho de Dentro; arte indígena, arte negra; arte moderna e arte popular. Apesar de Pedrosa não ter visto nenhuma dessas propostas, de fato, realizadas, (o Museu da Solidariedade foi o que mais se aproximou de uma concretização), a imersão nesses três museus nos permitiu investigar nuances e elucubrações de seu olhar museológico, resultante de uma série de experiências suas no âmbito da arte e da política, sobretudo em relação ao último exílio vivenciado no Chile, na década de 1970. Como hipótese, acreditamos que os projetos museais de Pedrosa prepararam caminho para a conflagração de uma contra narrativa, de uma genealogia, em que o MO seria o ápice, o ponto alto de maturação de todo um pensamento que busca romper com a ideia de vanguarda e com o pensamento hegemônico da Europa e dos Estados Unidos. Quanto ao desenvolvimento deste estudo, utilizamos a metodologia historiográfica constituída pela sistematização bibliográfica e pela análise das fontes primárias existentes nos acervos documentais do Museu da Solidariedade Salvador Allende e do Museu de Arte Contemporânea de Santiago no Chile. Dentre os autores que nos ajudaram na construção deste pensamento, destacamos os estudos de Edward Said (1935-2003); Benedict Anderson (1936-2015); Frantz Fanon (1925-1961); Cristiana Tejo, Ana María Risco, Izabela Pucu, Luíza Mader, Pollyana Quintella e Mário Chagas.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-6984-0428
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEBA - ESCOLA DE BELAS ARTES
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes

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