Museu dos quilombos e favelas urbanos: reflexões acerca de um museu de território
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Artigo de evento
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Este trabalho além de apresentar o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos -
MUQUIFU propõe discutir as concepções de patrimônio, de cultura e de memória que
orientam as ações de patrimonialização desse espaço cultural, fazendo inferências com
conceitos e perspectivas teóricas e metodológicas, tais como decolonialidade, cultura,
interculturalidade crítica e educação; memória (individual, coletiva, social; memória,
esquecimento, silêncio, memória e poder, memórias em disputa). O MUQUIFU é uma
referência pioneira na iniciativa de museologia social. Foi criado com o objetivo de garantir o
reconhecimento das favelas como lugares não apenas de dor e privações, mas principalmente,
como um espaço de memória coletiva. Como local de resistência, identifica-se como museu
de território e simboliza um espaço de pertença ao reunir um grande acervo constituído por
objetos biográficos, fotografias de festas, danças, celebrações e histórias que retratam a vida
cultural e a tradição dos moradores das comunidades do Aglomerado Santa Lúcia que perante
o risco iminente de expulsão dos centros urbanos instituíram este espaço como instrumento de
resistência ao mesmo tempo em que funciona como local de preservação do patrimônio, da
história, da memória e de bens culturais destes moradores. Ao mobilizar a comunidade para
proteção e potencialização da importância da memória social e coletiva, cuja iniciativa partiu
dos próprios moradores, de predominância negra, da qual, origem, história e valores dão
vazão a promoção de exposições, debates e oficinas, percebe-se a forte presença da
museologia social, uma vez que, a comunidade participa ativamente das atividades do dia a
dia do museu. É importante lembrar que durante muito tempo os museus conservavam apenas
os registros de memória e a visão de mundo das classes dominantes. Somente a partir do
século XXI, esse panorama foi alterado devido às transformações ocorridas nas políticas
patrimoniais que deixaram de lado a primazia da valorização da influência de Portugal para o
Brasil que excluía qualquer influência indígena e\ou africana, passando a valorizar a
patrimonialização das diferenças. Tal fato possibilitou um processo de democratização, de
ressignificação e de apropriação cultural, passando a valorizar a preservação da história dos
diversos grupos étnicos, sociais, religiosos entre outros.
Abstract
Assunto
História, Museu de Território, Museu Social, MUQUIFU
Palavras-chave
Citação
Departamento
Curso
Endereço externo
https://plataforma9.com/congressos/viii-ephis-encontro-de-pesquisa-em-historia-da-ufmg.htm