Avaliação retrospectiva dos fatores de risco para infecção e mortalidade em derivações ventriculares externas

dc.creatorAudrey Beatriz Santos Araujo
dc.date.accessioned2019-08-10T16:41:09Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:42:02Z
dc.date.available2019-08-10T16:41:09Z
dc.date.issued2011-12-12
dc.description.abstractBackground: External ventricular drain (EVD) is a very useful tool in neurosurgery. Installation technique is simple, it is affordable by most of health systems, being one of the main treatments for acute idrocephalus. The main complication related to its use is cerebrospinal fluid (CSF) infection. The preventive value of antibiotic use is not well defined. This study aims to define the main risk factors for infection and mortality in EVD implanted in a public tertiary hospital in Belo Horizonte.Methods: A retrospective review of 137 cases of EVD implants were done, from January 2006 to December 2008, 107 patients included. Twenty five patients were re-operated, with a total of 141 shunts implanted.Results: Forty-eight (45%) patients were male and 59 (55%) female. The age ranged from 6 to 86 years old (52,12 ± 15,51 years). Incidence of EVD-related infection was 32,7%. Device permanence varied from 2 to 54 days (mean of 10 days). EVDs that have stayed more than 9,5days, and device changes were statistically significant factors for CSF infection. Antibiotic prophylaxis did not change the infection rate (p = 0,395). Eighty patients died (74,7 %), and the factors related to death were the hydrocephalus cause (p=0,008), intraventricular bleeding(p=0,016) and associated diseases (p=0,016). Conclusions: Risk factors for EVD infection were length of stay superior to 9,5 days anddevice changes. There is no advantage for antibiotic prophylaxis regarding CSF infection with EVD implants. The mortality was related to the hydrocephalus cause, intraventricular bleeding and associated diseases.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-92PQ9N
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectInfecção da ferida operatória
dc.subjectAntibioticoprofilaxia
dc.subjectHidrocefalia/terapia
dc.subjectHidrocefalia/cirurgia
dc.subjectFatores de risco
dc.subjectDerivações do líquido céfalorraquidianoa
dc.subjectVentriculite cerebral
dc.subjectPressão intracraniana
dc.subjectCirurgia
dc.subjectInfecções bacterianas
dc.subject.otherInfecção
dc.subject.otherAntibiótico
dc.subject.otherMortalidade
dc.subject.otherHidrocefalia
dc.subject.otherFatores de risco
dc.subject.otherDerivação ventricular externa
dc.subject.otherVentriculite
dc.subject.otherProfilaxia
dc.titleAvaliação retrospectiva dos fatores de risco para infecção e mortalidade em derivações ventriculares externas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Marcelo Magaldi Ribeiro de Oliveira
local.contributor.advisor1Sebastiao Nataniel Silva Gusmao
local.contributor.referee1Marcelo Magaldi Ribeiro de Oliveira
local.contributor.referee1José Alberto Landeiro
local.contributor.referee1Aluizio Augusto Arantes Junior
local.description.resumoAs derivações ventriculares externas (DVEs) têm amplo uso em neurocirurgia, são de fácil instalação e baixo custo e representam um dos principais tratamentos para as hidrocefalias agudas. Sua principal complicação é infecção liquórica. O valor do uso profilático de antibióticos ainda não está bem definido pela literatura. Este estudo objetiva avaliar os fatores de risco para infecção e mortalidade em pacientes submetidos a derivações externas em um hospital público terciário de Belo Horizonte. Método: Revisados retrospectivamente 137 prontuários e selecionados 107 pacientes, dos quais 25 foram submetidos a mais de uma DVE, totalizando 141 DVEs instaladas no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008. Resultados: Dos 107 pacientes selecionados, 48 (45%) eram do gênero masculino e 59 (55%) do feminino. A idade variou de 6 a 86 anos (média de 52,12 e desvio padrão de 15,51 anos). Ocorreu infecção em 32,7% dos pacientes (24,8% das DVEs - 35 casos). O número total de dias de DVE variou de 2 a 54 (média de 10 dias) e demonstrou-se que o uso por período maior que 9,5 dias e a troca do sistema apresentaram significância estatística para o desenvolvimento de infecção (p<0,001). O uso de antibióticos não apresentou efeito protetor (p = 0,395). A mortalidade foi alta, com 80 (74,7%) óbitos, sendo influenciada pela causa da hidrocefalia (p=0,008), presença de sangue intraventricular (p=0,016) e de doenças coexistentes (p=0,016). Conclusão: A troca do sistema e o tempo de permanência da DVE determinaram a ocorrênciade infecções, com aumento do risco após o décimo dia de uso e nos pacientes submetidos a duas ou mais DVEs. O uso de antibióticos profiláticos não foi significativo para redução de infecção. A mortalidade relacionou-se à causa da hidrocefalia, presença de comorbidades e desangramento intraventricular.
local.publisher.initialsUFMG

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