Reduzindo a tributação cognitiva: lições comportamentais para a diminuição dos efeitos psicológicos adversos da pobreza

dc.creatorGabriel Salgueiro Soares
dc.creatorLeandro Novais e Silva
dc.creatorLuiz Felipe Drummond Teixeira
dc.creatorOtávio Augusto Andrade Santos
dc.date.accessioned2022-03-22T21:05:02Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:15:47Z
dc.date.available2022-03-22T21:05:02Z
dc.date.issued2018
dc.description.abstractThis paper aims to show that poverty imposes higher cognitive costs to decision-making. To prove this statement, we rely on an extensive review of behavioral science research, especially the experimental one. First of all, we present the theoretical grounds of Behavioral Economics, as well as the Prospects Theory, the Hyperbolic Intertemporal Discounts and the Ego Depletion. After that, we discuss how poverty increases cognitive biases, using, as an example, a greater risk aversion and bigger intertemporal discounts. It creates, therefore, a truly cognitive tax, as long as the decision-making in poverty is more cognitively expensive. Contribute to this situation factors that go mainly through an intensified ego depletion, cumulated with the impairment of cognitive functions, greater stress levels and the attentional focus facing the scarcity. Finally, we discuss how policy making agenda could mainly use nudges as a mechanism to reduce the cognitive taxes. To show that, it will be analyzed three examples of public policies: two that work well relying on behavioral insights and the PRONATEC, which are not having as much success as it could, because it ignore these insights. We conclude, to sum up, that poverty - by itself - imposes severe cognitive costs in decision-making process. In this context, the policy making agenda could be improved by using the behavioral economical theories, as a way to simplify the decision in a poverty condition. Finally, the paper highlights the importance of this research agenda, underlining that data is necessary to contribute in a more effective way to public policy.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttp://doi.org/10.5102/rbpp.v8i2.5331
dc.identifier.issn2236-1677
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/40335
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista Brasileira de Políticas Públicas
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDireito
dc.subjectEconomia
dc.subjectPolíticas públicas
dc.subjectPobreza
dc.subject.otherEconomia
dc.subject.otherPolíticas públicas
dc.subject.otherEconomia comportamental
dc.subject.otherEsgotamento do ego
dc.subject.otherTributação cognitiva
dc.subject.otherPobreza
dc.subject.otherEmpurrões
dc.titleReduzindo a tributação cognitiva: lições comportamentais para a diminuição dos efeitos psicológicos adversos da pobreza
dc.title.alternativeReducing the cognitive taxes: behavioral lessons to decrease the adverse psychological effects from poverty
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage325
local.citation.issue2
local.citation.spage289
local.citation.volume8
local.description.resumoA finalidade deste artigo é demonstrar que a pobreza impõe maiores custos cognitivos para a tomada de decisões. Utilizou-se o método de revisão bibliográfica, mediante a extensa análise de pesquisas empíricas das ciências comportamentais. Inicialmente, apresentam-se os pressupostos teóricos da Economia Comportamental, bem como a Teoria dos Prospectos, os Descontos Intertemporais Hiperbólicos e o Esgotamento do Ego. Posteriormente, discute-se como a pobreza potencializa vieses cognitivos, utilizando-se, como exemplo, uma maior aversão ao risco e maiores descontos intertemporais. Cria-se, então, uma verdadeira tributação cognitiva, visto que as decisões econômicas na pobreza são mais custosas cognitivamente. Contribuem para esse cenário, principalmente, um esgotamento do ego mais intenso, cumulado com a diminuição das funções cognitivas, maiores índices de stress e o foco atencional voltado para a escassez. Por fim, discute-se como as agendas de políticas públicas poderiam se pautar na utilização, sobretudo, de nudges como mecanismo de combate aos efeitos da tributação cognitiva. Para isso, serão analisados três exemplos de políticas públicas: duas que funcionam considerando aspectos comportamentais e o PRONATEC, que, por desconsiderá-los, tem conseguido menos êxito do que poderia. Conclui-se, em suma, que a pobreza - por si só - impõe severos custos cognitivos para o processo decisório. A agenda de políticas públicas poderia, nesse contexto, ser aprimorada por meio das teorias econômico-comportamentais, para facilitar a decisão em condição de pobreza. Finalmente, o trabalho destaca a importância dessa agenda de pesquisa, ressaltando a necessidade de dados para contribuições mais efetivas.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/ 0000-0001-8848-6348
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentDIR - DEPARTAMENTO DE DIREITO PÚBLICO
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/RBPP/article/view/5331

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