Amefricanas e imagens de controle : a “nega ativa” em coberturas jornalísticas de violência de gênero envolvendo mulheres negras

dc.creatorNayara Luiza de Souza
dc.date.accessioned2023-07-03T01:26:16Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:43:09Z
dc.date.available2023-07-03T01:26:16Z
dc.date.issued2023-04-25
dc.description.abstractBy adopting Lélia Gonzalez's provocation (2020) of knowing how we black women got here, this research was dedicated to carrying out simultaneous returns and projections to a historical time when the history of black women did not begin, but which, until now, seems to have defined it. The objective of this research is to analyze, based on the observation of the audiovisual texts published by the G1 and UOL news portals, how the “controlling images” (Collins, 2019) can perpetuate and/or update the logic of exclusion of black women in the construction of journalistic narratives. The analytical exercise also had the intention to understand the obliteration and denial of black women in journalistic coverage of crimes motivated by gender relations. The collection focused on the weeks dedicated to remembering the sanctions of the “Maria da Penha Law” and the “Femicide Law”, in the years 2021 and 2022. From the theoretical bases on racism as an organizer of power dynamics in Brazil and from the denial of black womanhood, I sought to carry out a historical reconstruction of the country since slavery, observing official textual records such as newspapers and legal texts. Through black feminist thinkers such as Lélia Gonzalez, bell hooks, Sueli Carneiro, Luiza Bairros, and Patricia Hill Collins, we identified the continuity of the dehumanization of black women until their deaths did not generate commotion. Then, to rewrite these impossible narratives, we followed the decolonial orientation of Rita Cusicanqui (2015), who revealed the territory of the taypi and the exercise of a return gaze to colonized bodies.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/55668
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação - Teses
dc.subjectNegras - Teses
dc.subjectJornalismo - Teses
dc.subject.otherimagens de controle
dc.subject.otherImaginários
dc.subject.otherJornalismo
dc.subject.otherMulheres negras
dc.subject.otherRacismo
dc.titleAmefricanas e imagens de controle : a “nega ativa” em coberturas jornalísticas de violência de gênero envolvendo mulheres negras
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Carlos Alberto de Carvalho
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6429858355459201
local.contributor.referee1Joana Ziller de Araújo Josephson
local.contributor.referee1Maria Aparecida Moura
local.contributor.referee1Márcia Guena dos Santos
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0606512472622799
local.description.resumoAo adotar a provocação de Lélia Gonzalez (2020) de saber como nós mulheres negras chegamos até aqui, essa pesquisa dedicou-se a realizar retornos e projeções simultâneas a um tempo histórico onde não iniciou a história das mulheres negras, mas que até o momento, parece tê-la definido. O objetivo desta pesquisa é analisar, a partir da observação dos textos audioverbovisuais veiculados pelos portais G1 e UOL, como as “imagens de controle” (Collins, 2019) podem se perpetuar e/ou atualizar lógicas de exclusão de mulheres negras nas construções das narrativas jornalísticas. O exercício analítico ainda teve como finalidade entender os apagamentos e denegações de mulheres negras em coberturas jornalísticas de crimes motivados por relações de gênero. A coleta centrou-se nas semanas dedicadas a rememorar as sanções da “Lei Maria da Penha” e da “Lei de Feminicídio”, nos anos de 2021 e 2022. A partir das bases teóricas sobre o racismo como organizador das dinâmicas de poder no Brasil e da negativa de mulheridade negra busquei realizar uma reconstrução histórica do país desde a escravidão, observando os registros textuais oficiais como jornais e textos legais. Através de pensadoras feministas negras como Lélia Gonzalez, bell hooks, Sueli Carneiro, Luiza Bairros e Patricia Hill Collins identificamos a continuidade da desumanização das mulheres negras até que suas mortes não gerassem comoção. Em seguida, na tentativa de reescrever essas narrativas impossíveis, seguimos a orientação decolonial de Rita Cusicanqui (2015), que nos revelou o território do taypi e o exercício da mirada de retorno aos corpos colonizados.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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