Cartografando as Smart Cities: análise geral e perspectivas para o Sul Global
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Mapping Smart Cities: general analysis and perspectives for the Global South
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Isabel Junho Anastasia de Sá
Marcelo Reis Maia
Guilherme Nunes de Vasconcelos
Ana Luiza Nabuco
Marcelo Reis Maia
Guilherme Nunes de Vasconcelos
Ana Luiza Nabuco
Resumo
A evolução da tecnologia enquanto conceito relacionado ao campo digital vem gerando consequências em diversas esferas da sociedade. Somado a isso, e também como resultado disso, o aprofundamento da globalização, novas formas de imperialismo/colonialismo a partir de dados e do estabelecimento do neoliberalismo como ideologia de vida, além da economia e
da política, tem transformado profundamente as dinâmicas sociais mundiais. No contexto urbano, tem-se a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como o Big Data, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) atrelada ao conceito de Smart City ou, de forma traduzida, Cidade Inteligente. Pergunta-se: De que maneira a tecnologia, os dados e o contexto mundial têm influenciado a dinâmica urbana? Para iniciar uma resposta a essa questão, traçou-se aqui uma pesquisa acerca do tema das Smart Cities em dois principais campos: o acadêmico, através da revisão bibliográfica a partir dos artigos e o corporativo/de mercado, através dos rankings. De forma complementar, entendendo que as duas supracitadas abordagens podem suscitar questionamentos e que não esgotam as narrativas que circundam o tema, compara-se de maneira analítica duas cidades consideradas Cidade Inteligentes: Belo Horizonte e Wuhan. O contexto escolhido se dá na intenção de amarrar os conceitos geopolíticos tratados e as informações encontradas nos artigos e nos rankings. Por fim, aponta-se como as cidades, através do planejamento e da utilização da
tecnologia, podem, ao invés de simplesmente se integrarem a redes de controle ditadas pelas Big Techs, ser um instrumento na construção da soberania, na formação de parcerias Sul-Sul, assim como indutoras de desenvolvimento para a construção de um Mundo Multipolar.
Abstract
The evolution of technology as a concept related to the digital field has generated consequences in various spheres of society. Added to this, and also as a result of it, the deepening of globalization, new forms of imperialism/colonialism based on data and the
establishment of neoliberalism as an ideology of life, in addition to economics and politics, has profoundly transformed the world's social dynamics. In the urban context, there is the use of Information and Communication Technologies (ICTs) such as Big Data, Artificial Intelligence (AI) and the Internet of Things (IoT) linked to the concept of Smart City. The question is: How have technology, data and the global context influenced urban dynamics? In order to begin to answer this question, a study was carried out on the subject of Smart Cities in two main fields: the academic field, through a literature review based on articles, and the
corporate/market field, through rankings. In a complementary way, understanding that the two aforementioned approaches can raise questions and that they do not exhaust the narratives surrounding the topic, two cities considered Smart Cities are analytically compared: Belo Horizonte and Wuhan. The context chosen is intended to tie together the geopolitical concepts dealt with and the information found in the articles and rankings. Finally, it points out how cities, through planning and the use of technology, can, instead of simply integrating into control networks dictated by Big Tech, be an instrument in the construction of sovereignty, in the formation of South-South partnerships, as well as inducing development for the construction of a Multipolar World.
Assunto
Cidades inteligentes, Arquitetura e globalização, Neoliberalismo, Planejamento urbano
Palavras-chave
Tecnologia, Smart City, Big Data, TICs, Globalização, Neoliberalismo