Ansiedade e depressão na esclerose lateral amiotrófica: tratamento não farmacológico

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa caracterizada por paralisia muscular progressiva causada por morte de neurônios motores em áreas corticais e na medula. Tem início insidioso e sobrevida média de 3 a 5 anos, sendo considerada a doença neurodegenerativa mais devastadora. Até o momento não há tratamento curativo e o riluzole é o único medicamento aprovado para o seu tratamento no Brasil. Além dos sintomas motores, os pacientes com ELA podem apresentar alterações cognitivas, psicológicas e comportamentais que agravam o prognóstico e interferem de forma negativa na qualidade de vida de pacientes e cuidadores. Dentre esses sintomas, podemos destacar a depressão e a ansiedade com prevalência de até 75% para depressão, e de até 30% para ansiedade. Assim como o diagnóstico, o tratamento desses sintomas se constitui em um grande desafio clínico. Devido ao caráter fatal e ao grave prejuízo funcional, há limitação na avaliação adequada dos sintomas não motores, dificultando a estimativa da sua prevalência e o estabelecimento de estratégias eficazes para auxiliar no tratamento. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura buscando evidências para o tratamento não farmacológico de ansiedade e depressão em pacientes com ELA. Para isso, foi realizada uma busca nas bases de dados BIREME e PubMed utilizando as palavras-chaves; depression, anxiety, Amyotrophic lateral sclerosis, therapy e treatament. Ao final, foram incluídos nove artigos nesta revisão. Os artigos investigaram os efeitos da hipnose ericksoniana e analgésica, terapia cognitivo-comportamental, fonoaudiologia, mindfulness e da musicoterapia improvisacional. Não há, portanto, consenso na literatura, e algumas limitações foram compartilhadas pelos estudos analisados, como: dificuldade na construção de uma amostra representativa, análises estatísticas que não possibilitam generalização dos resultados, além de dificuldades encontradas em estabelecer uma intervenção padrão para comparação. Evidencia-se a necessidade de novos estudos e a reprodução dos resultados em amostras maiores.

Abstract

Assunto

Neurociências

Palavras-chave

Terapia, Depressão, Esclerose Lateral Amiotrófica, Ansiedade, Tratamento

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