A reconstrução da vida interrompida pelo desastre no rio Doce: o processo de reassentamento da comunidade de Paracatu de Baixo, Mariana/MG

dc.creatorMaryellen Milena de Lima
dc.date.accessioned2023-02-08T15:46:24Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:52:17Z
dc.date.available2023-02-08T15:46:24Z
dc.date.issued2022-12-14
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/49774
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDesastres ambientais
dc.subjectMudanças de vida
dc.subjectReconstrução -- Paracatu de Baixo (MG)
dc.subject.otherdesastre, deslocamento compulsório, disputas, insegurança administrada, reassentamento
dc.titleA reconstrução da vida interrompida pelo desastre no rio Doce: o processo de reassentamento da comunidade de Paracatu de Baixo, Mariana/MG
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Raquel Oliveira Santos Teixeira
local.contributor.advisor1Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4730121J8&tokenCaptchar=03AFY_a8VURdgnJ-OmJyhRKhvwpg0_gA2XFg9s-1B5xz5cXxkzs6SBvJOZy5oWu_46ZUbiLCB7rZ07M1AdOoHaffiCeC-QXRGc5XFkvlGFFlY02P7D3vuLbvt-v9T33wJJmuJCFP8MyVtbjQylCP2yMS2MbgP2wOU7fr2GTGjA9OpJybAELrIesgnr6wHLItPzPBgedus7iu_hViktK209pjDQXXH6KFNta-KJv28DMQXqQKKhx09YhR6xI3Zo-ST3JwXRJj8_-QfWwRxhZCGUTX--XMN5mVozvs9T1CZrRgltx90coWh0EdVe_mmosnbEaPCYQe6p43g3YU1LwM9Lm9GnM2TVdIZYRsf2bFeP-T4hqAJyelPaNqdHouwDIwQ9bmWrj1O-J64bLkSnaIW7FhOJq9ZC7E-iUHpl1Gl4DGBRA0KN1yftX-8gcMvX6JJ6I7b0RGkoJX-_lMBDL_OEiGTR_k36UyY3D4o0gOo6-FS9s4G_05ZhCJlrLgck2Td8kc8MX2yP4694SltAsqd1Qnzjv1tyybSRbKOP-_1usw-Diffnpzu1i_kx7t_2MrwwfOZhX4HXs151bSzWXKoogqr_lVzZye1tbA
local.contributor.referee1Rômulo Soares Barbosa
local.contributor.referee1Marina de Oliveira Penido
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local.description.resumoA maioria das famílias que sofreram deslocamento compulsório em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, está vivendo no centro urbano de Mariana. Essa é a situação vivenciada pelos moradores da comunidade de Paracatu de Baixo. A “vida provisória” é marcada pela luta para a recomposição das suas vidas e ocorre em meio a espera, a incerteza e a resistência. Desde o início do processo de reparação, os moradores de Paracatu de Baixo reivindicam que a comunidade seja erguida de forma que possibilite o retorno ao modo de vida pautado nos antigos costumes da “roça”. Entretanto, diversas disputas emergem na condução da realocação da comunidade. Com isso, o objetivo geral da pesquisa é compreender como o tema reassentamento foi tratado desde os primeiros acordos, com destaque para as disputas em torno da reconstrução a partir das reivindicações dos moradores de Paracatu de Baixo pautadas pelo modo de vida constituído no antigo território. Para isto, a pesquisa foi desenvolvida por meio dos métodos qualitativos. Além da seleção das bibliografias especializadas, a pesquisa e leitura de documentos produzidos pelas instituições envolvidas no processo de reassentamento da comunidade e o acionamento de reportagens disponíveis nas mídias eletrônicas, também foi realizado o acompanhamento etnográfico de reuniões e outros espaços de negociação. Assim, a metodologia de investigação foi baseada na observação participante. Foram ainda realizadas entrevistas semi-estruturadas, acompanhamento de eventos públicos e acionado o material produzido durante o trabalho de Cartografia Comunitária de Paracatu de Baixo, ambos fundamentais para a compreensão dos modos de vida na comunidade de origem e as disputas que emergem no âmbito do processo de negociação. Ao longo deste trabalho é demonstrado que a reconstrução da vida interrompida pelo desastre no rio Doce envolve um doloroso processo de perdas, rupturas, transformações, aprendizados, luta, mobilização e negociação. Tendo em vista que o processo de reparação já dura sete anos, o que era extraordinário se tornou o cotidiano dos atingidos, a crise se tornou o contexto. Ao longo dos anos, os atingidos enfrentam um violento processo de negociação que culminou em algumas conquistas no âmbito da homologação de direitos, como é o caso das Diretrizes de Reparação do Direito à Moradia. Porém, é recorrente o descumprimento dessas medidas por parte das empresas. As violências reiteradas também perpassam pela desqualificação social dos atingidos empreendida pela Fundação Renova. Com efeito, alguns atingidos têm compreendido que a visão de reassentamento que a Fundação Renova possui é de condomínio e não de comunidade. Além disso, o controle social do processo por parte da população atingida fica comprometido devido à dificuldade para a consulta e a falta do acesso às informações essenciais para a construção do reassentamento. Neste contexto, a “insegurança administrada” (SCOTT, 2009), que envolve as ações de reparação a partir da organização social planejada para o reassentamento de Paracatu de Baixo, reproduzem, criam e agravam padrões de vulnerabilização das vítimas. A insegurança da retomada da vida tem gerado incerteza quanto ao futuro na Nova Paracatu de Baixo.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociedade, Ambiente e Território

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