Territórios negros em Sabará: entre a invisibilidade e o reconhecimento por professoras negras de Geografia atuantes na cidade

dc.creatorDeilde Ferreira de Brito
dc.date.accessioned2026-02-10T11:39:49Z
dc.date.issued2025-05-18
dc.description.abstractThe present research aimed to: investigate to what extent Geography teachers who work in state schools in Sabará recognize the existence of black territories in the city; inquire whether these teachers are aware of the resistance processes triggered by black people in the city during the colonial period and later; inquire whether this theme appears in the curricular matrices, considering what is determined by Law 10.639/2003 and its guidelines. It is a qualitative research and data collection was carried out through bibliographic research and semi-structured interviews with three Geography teachers working in Sabará. The theoretical support of the research is based on Nego Bispo (2015) on the theme of colonization and counter-colonization; Alecsandro José Prudêncio Ratts (2003) brings some reflections on black territories. The authors, Nilma Lino Gomes (2003, 2017) and Yone Maria Gonzaga (2011, 2017), systematically contribute to black social movements and the implementation of Law 10.639/2003, among others. The research showed that the interviewees' knowledge about the black territories in the municipality is still incipient, which confirms the invisibility of these territories as a consequence of the colonial process and racism. It was observed that, although Law 10.639/2003 has not yet been fully incorporated by most teachers, many already include related content in the Training Itineraries of the New High School. Although they have not yet participated in specific courses on the education of ethnic-racial relations, the teachers recognize the school as an essential and strategic space to promote discussions about racism and prejudice. Based on these results, we reinforce the State's commitment and need to continually invest in the training of education professionals, as established by the National Curricular Guidelines, ensuring anti-racist education at all levels of education and strengthening the fight against all forms of racism.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1614
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectBrasil - [Lei n. 10.639, de 09 de janeiro de 2003]
dc.subjectEducação - Relações raciais
dc.subjectEducação - Relações étnicas
dc.subjectNegros - Territorialidade humana - Aspectos educacionais
dc.subjectNegros - Identidade racial
dc.subjectProfessores negros - Formação
dc.subjectEducação e Estado - Sabará (MG)
dc.subjectGeografia - Estudo e ensino - Relações étnicas
dc.subject.otherTerritórios negros
dc.subject.otherProfessoras de Geografia
dc.subject.otherInvisibilidade
dc.subject.otherRacismo
dc.titleTerritórios negros em Sabará: entre a invisibilidade e o reconhecimento por professoras negras de Geografia atuantes na cidade
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Yone Maria Gonzaga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4573656745626099
local.contributor.referee1Pablo Luiz de Oliveira Lima
local.contributor.referee1Ana Maria Martins Queiroz
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8192794373445105
local.description.resumoA presente pesquisa teve como objetivos: investigar em que medida as professoras de Geografia negras que atuam nas escolas estaduais de Sabará reconhecem a existência dos territórios negros na cidade; indagar se essas professoras conhecem os processos de resistências desencadeados pelos negros no município durante o período colonial e, posteriormente; indagar se essa temática aparece nas matrizes curriculares, considerando o que determinam a Lei 10.639/2003 qu alterou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394/1996. É uma pesquisa qualitativa e a coleta de dados foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica e entrevistas semiestruturadas com três professoras de Geografia atuantes em Sabará. O suporte teórico da pesquisa está embasado em Nego Bispo (2015) no tema sobre a colonização e contracolonização; Alecsandro José Prudêncio Ratts (2003) traz algumas reflexões sobre os territórios negros. Já as autoras, Nilma Lino Gomes (2003, 2017), Yone Maria Gonzaga (2011, 2017), contribuem sistematicamente, sobre os movimentos sociais negros e a implementação da Lei 10. 639/2003, dentre outros. A pesquisa apontou que o conhecimento das entrevistadas sobre os territórios negros do município é ainda incipiente, o que confirma a invisibilidade desses territórios como consequência do processo colonial e do racismo. Observou-se que, embora a Lei 10.639/2003 ainda não seja plenamente incorporada pela maioria das professoras, muitas já incluem conteúdos relacionados nos Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio. Embora ainda não tenham participado de cursos específicos sobre a educação das relações étnico-raciais, as professoras reconhecem a escola como um espaço essencial e estratégico para promover discussões sobre racismo e preconceito. Com base nesses resultados, reforçamos o compromisso e a necessidade do Estado em investir continuamente na formação dos profissionais da educação, conforme estabelecido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, garantindo uma educação antirracista em todos os níveis de ensino e fortalecendo a luta contra todas as formas de racismo.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação e Docência
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::CURRICULO::CURRICULOS ESPECIFICOS PARA NIVEIS E TIPOS DE EDUCACAO

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