Expedições, ficções: sob o signo da melancolia
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Wander Melo Miranda
Georg Otte
Wilberth Claython Ferreira Salgueiro
Evando Batista Nascimento
Georg Otte
Wilberth Claython Ferreira Salgueiro
Evando Batista Nascimento
Resumo
A melancolia aporta no contexto contemporâneo em meio ao cenário de luto decorrente da falência do sentido último e das certezas irrevogáveis, responsáveis pela manutenção de um mundo regido por uma certa lógica de estabilidade ilusória. O vazio aberto pelo derrocada de uma perspectiva ontoteleológica franqueou a possibilidade de reversão de antigos conceitos de caráter transcendental. Na prosa brasileira contemporânea, verifica-se a expressão de uma sensibilidade melancólica sintomaticamente afinada com as novas paragens que se descortinam nesse horizonte anti-metafísico, reordenando os eixos sobre os quais se apóiam controversas questões, tais como origem, real, autoria, identidade, filiação, originalidade. Incorporando, em sua artesania, o diálogo que o escritor atual entretém com o passado, a literatura recente - sob o influxo da afecção melancólica, de natura positiva - desbrava caminhos que apontam uma profícua via de criação estética, marcadamente irônica e auto-reflexiva. É essa melancolia, à qual agregamos o suplemento positivo, que vamos encontrar no decurso destas viagens, notadamente nos romances Barco a seco, de Rubens Figueiredo, e O falso mentiroso: memórias, de Silviano Santiago.
Abstract
Assunto
Santiago, Silviano, 1936-, Ironia na literatura, Melancolia na literatura, Prosa brasileira SécXX História e crítica, Figueiredo, Rubens, 1958-, Literatura brasileira estética
Palavras-chave
Ficção