Entre o diagnóstico e a banalização: a função do laudo médico para a atuação docente e a patologização no contexto escolar

dc.creatorMaria José Ribeiro Araújo
dc.date.accessioned2025-08-19T15:29:32Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:09:23Z
dc.date.available2025-08-19T15:29:32Z
dc.date.issued2025-07-12
dc.description.abstractThis study aims to analyze the role that medical reports play in pedagogical practice, questioning how their use impacts teaching performance and contributes to processes of pathologization within the school context. It is based on the observation that, although medical reports are essential for ensuring access to rights, their use as the main reference for defining interventions has often emptied pedagogical knowledge and reinforced medicalizing logics. The guiding question was: what role do medical reports play in pedagogical practice, and how does their use impact teaching performance, contributing to processes of pathologization in the school context? The methodological approach is qualitative, exploratory, and descriptive, based on bibliographic research, document analysis, and the application of questionnaires to seven teachers from the municipal education network of Itabirito (MG). The results indicate that the centrality attributed to diagnosis does not necessarily favor inclusion, often functioning as a bureaucratic instrument that validates institutional demands but contributes little to guiding effective practices. The need to reposition teachers in this process is evident, prioritizing pedagogical knowledge and shifting the focus away from medical language as the central axis of practice. It is concluded that it is urgent to break with pathologizing logics and strengthen practices that recognize the uniqueness of students, valuing listening, observation, and the collective construction of knowledge as the foundations of inclusion.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84423
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectInclusão escolar
dc.subjectEducação inclusiva
dc.subjectEducação especial
dc.subjectPrática pedagógica
dc.subjectCrianças - Doenças - Diagnóstico
dc.subject.otherInclusão escolar
dc.subject.otherLaudo médico
dc.subject.otherPrática pedagógica
dc.subject.otherPatologização da infância
dc.subject.otherMedicalização da educação.
dc.titleEntre o diagnóstico e a banalização: a função do laudo médico para a atuação docente e a patologização no contexto escolar
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Nathália Lopes Machado
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2305529660102009
local.contributor.referee1Nathália Lopes Machado
local.contributor.referee1Camila Amorim Campos
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0349237443051443
local.description.resumoEste estudo tem como objetivo analisar o lugar que o laudo médico ocupa na prática pedagógica, problematizando como sua utilização impacta a atuação docente e contribui para processos de patologização no contexto escolar. Parte da constatação de que, embora os laudos sejam fundamentais para garantir acesso a direitos, sua utilização como principal referência para definir intervenções tem esvaziado o saber pedagógico e reforçado lógicas medicalizantes. A questão norteadora foi: qual o lugar que o laudo médico ocupa na prática pedagógica e como sua utilização impacta a atuação docente, contribuindo para processos de patologização no contexto escolar? A abordagem metodológica é qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica, análise documental e aplicação de questionário com sete professores da rede municipal de Itabirito (MG). Os resultados indicam que a centralidade atribuída ao diagnóstico não necessariamente favorece a inclusão, funcionando, muitas vezes, como instrumento burocrático que valida demandas institucionais, mas pouco contribui para orientar práticas efetivas. Evidencia-se a necessidade de ressignificar o papel do professor nesse processo, priorizando o saber pedagógico e deslocando o foco da linguagem médica como eixo central da prática. Conclui-se que é urgente romper com lógicas patologizantes e fortalecer práticas que reconheçam a singularidade dos estudantes, valorizando a escuta, a observação e a construção coletiva do conhecimento como fundamentos da inclusão.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação e Docência

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