Qualificação para o trabalho em saúde: um estudo exploratório sobre escolaridade e cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, 2009

dc.creatorEllen Brandao Leite Faria
dc.date.accessioned2019-08-11T09:46:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:33:19Z
dc.date.available2019-08-11T09:46:29Z
dc.date.issued2014-02-18
dc.description.abstractThe mismatch between education and occupation is a recurring theme in economic studies, however, rarely addressed in studies of occupational health. The extent of the inconsistency can be done by means of objective and subjective measures. Objective method in the level of education required to perform the duties is determined by an expert. In the empirical method is evaluated by measuring the schooling of workers in a given occupation and mismatch is determined by the deviation around the average schooling. In subjective method, the worker determines the level of education required for the exercise of his job. In a sample of 1808 health workers of the Municipality of Belo Horizonte - MG, in 2009, using the objective method it was verified a 47% frequency of overeducation for the position and 8% of undereducation. Univariate multiple regression showed that the overeducation was positively associated with male gender (OR = 1.33, 95% CI 1.07-1.66), age over 24 years (35 to 44 years, OR = 2.04 , 95% CI 1.38-3.01), white (OR = 2.08, 95% CI 1.70-2.56) and job dissatisfaction (OR = 1.87, 95% CI 1.48-2,36), and negatively associated with unstable bond (OR = 0.42, 95% CI 0.34-0.53), while working in the public service less than ten years (OR = 0.61, 95% CI 0.50-0.74) and receiving less than R$ 1,200.00 (OR = 0.27, 95% CI 0.18-0.39). It was observed a positive association of overeducation with job dissatisfaction (OR = 1.87, 95% CI 1.48-2.36) and negatively with not submit overcommitment (OR = 0.79, 95% CI 0.64-0,98), but there was no association with mental health problems. Undereducation showed no statistically significant associations. The mismatch between education and position has the potential to act as a stressor, deserving more attention in the context of occupational health studies.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9UZH7S
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectQualificação profissionais
dc.subjectCapacitação profissional
dc.subjectCompetência profissional
dc.subjectConhecimento
dc.subjectMobilidade ocupacional
dc.subjectGestor de saúde
dc.subjectCredenciamento
dc.subjectPapel profissional
dc.subjectSatisfação no emprego
dc.subjectTranstornos mentais
dc.subjectResponsabilidade social
dc.subjectEscolaridade
dc.subject.otherSatisfação no trabalho
dc.subject.otherSubqualificação
dc.subject.otherTranstorno mental comum
dc.subject.otherSobrequalificação
dc.subject.otherComprometimento excessivo
dc.titleQualificação para o trabalho em saúde: um estudo exploratório sobre escolaridade e cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, 2009
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Ada Avila Assuncao
local.contributor.advisor1Carla Jorge Machado
local.description.resumoA incompatibilidade entre escolaridade e cargo é assunto recorrente em estudos econômicos, porém, pouco abordado em estudos de saúde ocupacional. A mensuração dessa incompatibilidade pode ser feita por meio de medidas objetivas ou subjetivas. No método objetivo, o nível de escolaridade requerido para o exercício do cargo é determinado por um especialista. No método empírico é realizada a medida da escolaridade dos trabalhadores em determinada ocupação e a incompatibilidade é determinada pelo desvio em torno da média da escolaridade. No método subjetivo, o próprio trabalhador determina o nível de escolaridade requerido para o exercício do seu cargo. Numa amostra de 1808 trabalhadores da saúde da Prefeitura de Belo Horizonte-MG, no ano de 2009, utilizando o método objetivo, foi verificada frequência de sobrequalificação para o cargo de 47% e subqualificação de 8%. A regressão múltipla univariada mostrou que a sobrequalificação se associou positivamente a sexo masculino (OR=1,33; IC95% 1,07-1,66), faixas etárias acima de 24 anos (35-44 anos, OR=2,04, IC95% 1,38-3,01) e cor branca (OR=2,08, IC95% 1,70-2,56); e negativamente a vínculo não estável (OR=0,42, IC95% 0,34-0,53), tempo de trabalho no serviço público inferior a 10 anos (OR=0,61, IC95% 0,50-0,74) e a receber menos de R$ 1.200,00 (OR=0,27, IC95% 0,18-0,39). Foi observada associação positiva de sobrequalificação com insatisfação no trabalho (OR=1,87, IC 95% 1,48-2,36) e negativa com não apresentar comprometimento excessivo (OR=0,79, IC95% 0,64-0,98), mas não houve associação com transtorno mental comum. A subqualificação não apresentou associações com significância estatística. A incompatibilidade entre escolaridade e cargo apresenta potencial para atuar como agente estressor, merecendo mais atenção no contexto dos estudos de saúde ocupacional.
local.publisher.initialsUFMG

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