A contribuição da abordagem museológica para a percepção do patrimônio sensível: estudo de caso sobre o Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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The contribution of the museological approach to the perception of sensitive heritage: case study on the Human Rights Memorial of Minas Gerais

Primeiro orientador

Membros da banca

Maria Cristina Oliveira Bruno
Maria Guiomar da Cunha Frota
Ana Paula Ferreira Brito

Resumo

O edifício do antigo Departamento de Ordem Política e Social de Minas Gerais (DOPS/MG), localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, tornou-se o principal centro da repressão política no estado durante a Ditadura Militar brasileira (1964- 1985), permanecendo marcado no imaginário social como um símbolo do período de exceção. Com a redemocratização do país, o Departamento de polícia política foi dissolvido em 1989 e de imediato, o edifício passou a ser reivindicado enquanto um lugar de memória por ex-presos políticos, familiares de vítimas e desaparecidos, assim como por movimentos da sociedade civil de defesa dos direitos humanos. Após quase trinta anos de embates sociais, políticos e institucionais em torno do uso do prédio, ele foi enfim destinado a abrigar o Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerais (MDH). Este trabalho de pesquisa tenta compreender a criação do Memorial de Direitos Humanos no cenário da Justiça de Transição brasileira, como uma medida de reparação simbólica e de garantia do direito à memória e à verdade. Em particular, analisa os projetos para fundação deste Memorial e a mais recente proposta de musealização in situ do edifício, discute o papel fundamental que a abordagem museológica pode desempenhar na compreensão ampliada do patrimônio sensível e, portanto, na implementação de um memorial que tem como premissa promover a ressignificação de local marcado pela sistemática violação de direitos humanos.

Abstract

The building of the former Department of Political and Social Order of Minas Gerais (DOPS/MG), located in the Centro-Sul region of Belo Horizonte, became the main center of political repression in the state during the Brazilian Military Dictatorship (1964- 1985), staying etched into the social imagination as a symbol of the authoritarian period. With the country’s re-democratization, the political police department was dissolved in 1989, and the building was immediately claimed as a site of memory by former political prisoners, families of victims and disappeared persons, as well as by human rights advocacy movements. After nearly thirty years of social, political, and institutional disputes over the building’s use, it was finally designated to house the Minas Gerais’ Human Rights Memorial (MDH). This research tries to understand the creation of the Human Rights Memorial within the context of Brazil’s Transitional Justice framework, as a measure of symbolic reparation and a guarantee of the right to memory and truth. Specifically, it examines the projects for the implementation of this Memorial and the most recent proposal for the in situ musealization of the building. It discusses the fundamental role that the museological approach can play in the expanded understanding of sensitive heritage and, consequently, in the implementation of a memorial that seeks to re-signify a site marked by systematic human rights violations.

Assunto

Ciência da informação, Museologia, Justiça de transição, Memória coletiva, Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerais

Palavras-chave

Lugar de Memória, DOPS/MG, Memória Traumática, Musealização In Situ, Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerais

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