Prevalência da dor musculoesquelética na Doença de Parkinson: uma revisão de escopo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Renan Resende

Resumo

Introdução: A dor musculoesquelética é um sintoma comum na Doença de Parkinson (DP). Apesar disso, informações abrangentes sobre prevalência da dor musculoesquelética nesta população não foram encontradas. Essas informações poderiam contribuir para o manejo clínico e estabelecimento de políticas de tratamento direcionadas às queixas dos indivíduos com DP. Objetivo: O objetivo primário deste estudo foi descrever a prevalência da dor musculoesquelética na DP. O objetivo secundário foi descrever a localização geográfica , os métodos de avaliação da dor e as definições de dor musculoesquelética utilizadas pelos autores dos estudos incluídos. Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo conduzida segundo as recomendações do Joanna Briggs Institute. A busca eletrônica foi realizada nas bases de dados MEDLINE, Scielo e LILACS. As etapas de busca, seleção e extração dos dados dos estudos incluídos foram conduzidas um revisor. Um segundo revisor foi consultado para resolver eventuais dúvidas em qualquer uma das etapas. Os dados extraídos foram apresentados em tabelas descritivas. Resultados: Foram incluídos 19 estudos (n = 3.960 participantes). A prevalência da dor musculoesquelética variou de 33% a 82,9% e foi reportada em múltiplas regiões corporais. Os estudos incluíram dados da Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul, evidenciando a relevância global do sintoma. Para avaliação da dor, os autores utilizaram instrumentos de avaliação padronizados (63%), análises de registros clínicos retrospectivos (11%) e questionários de dor elaborados pelos próprios pesquisadores (26%). A definição de dor musculoesquelética baseou-se na classificação de Ford (37%), na King's Parkinson Disease Pain Scale (26%) ou em definições elaboradas pelos próprios autores (37%). Conclusão: A dor musculoesquelética foi altamente prevalente em indivíduos com DP, afetando diversas regiões corporais e populações de diferentes continentes. Portanto, torna-se necessário que a avaliação deste sintoma seja criteriosa e ampla na prática clínica. A diversidade de instrumentos e as inconsistências na definição do sintoma reforçam a necessidade de padronização dos métodos de avaliação e do desenvolvimento de estratégias clínicas mais eficazes para seu manejo.

Abstract

Introduction: Musculoskeletal pain is a common symptom in Parkinson’s disease (PD). However, comprehensive information on its prevalence in this population is limited. Such information could inform clinical management and support the development of treatment strategies targeting the complaints of individuals with PD. Objective: The primary objective of this study was to describe the prevalence of musculoskeletal pain in PD. The secondary objective was to characterize the current evidence on the prevalence of this symptom, considering the geographical location of the reported data, the assessment methods, and the definitions of musculoskeletal pain used by the authors of the included studies. Methods: This scoping review was conducted following the recommendations of the Joanna Briggs Institute. Electronic searches were performed in the MEDLINE, SciELO, and LILACS databases. The search, selection, and data extraction steps for the included studies were conducted by one reviewer. A second reviewer was consulted to resolve any uncertainties at any stage. The extracted data were presented in descriptive tables. Results: Nineteen studies were included (n = 3.960 participants). The prevalence of musculoskeletal pain ranged from 33% to 82.9% and was reported across multiple body regions. The included studies provided data from Asia, Europe, North America, and South America, highlighting the global relevance of this symptom. To assess pain, authors used standardized assessment instruments (63%), retrospective analyses of clinical records (11%), and pain questionnaires developed by the researchers themselves (26%). The definition of musculoskeletal pain was based on Ford’s classification (37%), the King’s Parkinson’s Disease Pain Scale (26%), or author-defined criteria (37%). Conclusion: Musculoskeletal pain was highly prevalent among individuals with PD, affecting multiple body regions and populations from different continents. Therefore, comprehensive and careful assessment of this symptom is essential in clinical practice. The diversity of instruments and inconsistencies in symptom definition underscore the need for standardization of assessment methods and the development of more effective clinical management strategies.

Assunto

Parkinson, Doença de, Dor, Dor musculoesquelética

Palavras-chave

Doença de Parkinson; dor; dor musculoesquelética; prevalência.

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