O que textos fazem e como se fazem textos em uma sala de aula de ciências da natureza: um estudo de práticas sociais relacionadas à escrita

dc.creatorBianca Alves Dell Aretti
dc.date.accessioned2019-08-11T18:16:19Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:16:56Z
dc.date.available2019-08-11T18:16:19Z
dc.date.issued2008-10-03
dc.description.abstractThe written language is an important instrument of communication at school. However, when learning science, activities involving the written language seem to be limited and restricted to an impersonal standard of writing. In this research, we intended to investigate how practices of production of written texts influence and determine aspects of a science classrooms culture in middle school. In particular we examined aspects such as the roles members assume as well as interaction patterns and practices. This is a study oriented by a socio-historical approach and an ethnographic perspective, having as its major reference the interactional ethnography. All concerns had been taken to assure the welfare of the participants. We used multiple instruments for data collection: participant observation, audio and video recording, field notes, written documents and semi-structured interviews. In the classroom we studied, writing had a central role, however, we identified limited diversity in the practices of production of texts. Thus, we conceive activities of intervention, in which the pupils would have greater opportunities for authorship. We contrasted one of these activities with practices that were more commonly addopted. We identified differences in relation to four aspects: the ways the teacher organized the physical space of the classroom during activities; the denominations attributed by the participants to the activities; the ways the teacher oriented pupils and the ways students participated. In relation to the physical space, the teacher maintained some patterns of organization, but in the intervention activity she tried to share with pupils her views about the relationships between the organization and their learning. Pupils and the teacher nominated the intervention activity in different ways, which reflected different conceptions of sciences. Our results indicate that the different texts created opportunities for the members of that community a new ways to engage in different ways in the science activities, extending the forms of participation of pupils in classroom.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/VCSA-7XBMS4
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEscrita Aspectos sociais
dc.subjectEducação
dc.subjectCiência Estudo e ensino
dc.subject.otherEnsino de ciências
dc.subject.otherTextos escritos
dc.subject.otherPerspectiva etnográfica
dc.titleO que textos fazem e como se fazem textos em uma sala de aula de ciências da natureza: um estudo de práticas sociais relacionadas à escrita
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Danusa Munford
local.contributor.referee1Selma Ambrozina de Moura Braga
local.contributor.referee1Maria Lucia Castanheira
local.description.resumoA linguagem escrita é um instrumento de comunicação muito valorizado nos espaços escolares. Entretanto, em aulas de ciências, atividades envolvendo a linguagem escrita parecem ser bastante limitadas e restritas a um padrão impessoal de escrever. Nesta pesquisa, buscamos conhecer como as práticas de produção de textos escritos podem influenciar e determinar aspectos da cultura de uma sala de aula de ciências da educação básica, tais como os papéis assumidos pelos seus membros e os padrões e práticas de interação entre eles. A pesquisa é de cunho sócio-histórico e se situa na perspectiva etnográfica, tendo como principal referencial a etnografia interacional. Todas as providências foram tomadas para garantir o bem estar dos sujeitos envolvidos. Utilizamos múltiplos instrumentos de coleta de dados: observação participante, registro em áudio e vídeo, notas de campo, arquivo de documentos escritos e entrevistas semi-estruturadas. Na sala de aula investigada, a escrita tinha um papel central, porém, havia pequena diversidade de práticas de produção de textos. Assim, concebemos atividades de intervenção, nas quais os alunos teriam maior oportunidade de autoria. Contrastamos uma dessas atividades com a prática usual da professora e destacamos quatro aspectos: a organização do espaço físico pela professora; as denominações atribuídas pelos participantes à atividade; as orientações fornecidas aos alunos e a forma como eles participaram das aulas. Em relação ao espaço físico, a professora manteve alguns padrões de organização, mas buscou compartilhar com os alunos as relações entre a organização e sua aprendizagem. A atividade de intervenção foi denominada pelos alunos e pela professora de maneiras distintas, o que reflete algumas concepções diferentes sobre ciências na sala de aula investigada. Acerca da participação dos alunos e da orientação da professora, percebemos que o texto criou para os membros daquela comunidade uma nova maneira de fazer atividades em aulas de ciências, ampliando a participação dos alunos em sala de aula.
local.publisher.initialsUFMG

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