Prevalência de hipertensão arterial e de fatores de risco e proteção para a saúde em indivíduos com e sem hipertensão arterial no Brasil (2006-2017)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Camila Kümmel Duarte
Emanuella Gomes Maia
Emanuella Gomes Maia
Resumo
Introdução: A Hipertensão Arterial (HA) se destaca como importante problema de saúde pública por sua elevada participação na perda de anos de vida saudáveis pela população. A adesão a comportamentos de proteção (alimentação adequada, prática de atividade física, abstenção de fumo e bebida alcoólica) contribuem para um prognóstico mais favorável entre os indivíduos com a doença e no possível retardo de seu aparecimento naqueles sem HA. Objetivo: Analisar a prevalência de Hipertensão Arterial (HA) no período entre 2006 e 2017 e sua associação à adesão de comportamentos de risco e proteção para a saúde entre indivíduos adultos nas capitais de estados do país e Distrito Federal. Métodos: Foram utilizados dados de 625.471 entrevistas realizadas pelo Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), entre 2006 e 2017. Modelos de regressão de Prais-Winsten foram utilizados para identificação de tendências lineares significativas na variação temporal da prevalência de HA no conjunto completo da população e nos estratos de sexo, idade e escolaridade. Modelos de regressão de Poisson foram utilizados para o cálculo de razões de prevalência brutas e ajustadas para identificação de diferenças na frequência de cada um dos fatores de risco e proteção à saúde investigados (dos grupos de alimentos, de consumo abusivo de bebida alcoólica, de prática de atividade física, hábito de fumar e sobrepeso) entre indivíduos com e sem HA para o conjunto completo da população e segundo sexo. Resultados: A prevalência de HA entre os adultos nas capitais dos estados e no Distrito Federal manteve-se estável no período entre 2006 a 2017, próxima de 25%, sendo maior no sexo feminino (≈27% vs 22% nos homens), entre aqueles nas faixas mais avançadas de idade, e na de menor escolaridade. Aumentos significativos foram observados no grupo de mais idade (65 anos ou mais, 0,14pp/ano), e naquele de escolaridade intermediária (9 a 11 anos, 0,33pp/ano). Identificou-se alta prevalência de fatores de risco e baixa daqueles de proteção tanto em indivíduos com HA quanto entre aqueles sem a doença. No entanto, indivíduos com HA relataram menor prevalência de consumo regular de frutas e de feijão (RPA = 0,98 e 0,97, respectivamente; p ≤ 0,05), e de prática de atividade física no tempo livre (RPA = 0,90; p ≤ 0,05) quando comparados à indivíduos sem a doença; e maior de consumo abusivo de bebidas alcoólicas (RPA = 1,06; p ≤ 0,05). Por outro lado, observou-se situação mais favorável para os indivíduos com HA devido ao menor consumo de leite com excesso de gordura (RPA = 0,93; p ≤ 0,05), menor consumo regular de doces (RPA = 0,85; p ≤ 0,05) e do não hábito de fumar (RPA = 0,83; p ≤ 0,05), quando comparado àqueles não hipertensos. Conclusão: A prevalência de HA se manteve estável durante o período estudado, com aumento em grupos onde já se fazia mais alta no início do período estudado. Não se observou um padrão de diferenças na frequência de comportamentos de risco entre os indivíduos com e sem HA.
Abstract
Assunto
Hipertensão, Consumo alimentar, Estilo de vida, Inquéritos epidemiológicos, Saúde pública, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Hipertensão, Consumo alimentar, Estilo de vida, Inquéritos epidemiológicos, Saúde pública