Caracterização zoossanitária e soroepidemiológica das lentiviroses em rebanhos ovinos leiteiros comerciais da região Sudeste, Brasil

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Jenner Karlisson Pimenta dos Reis
Filipe Lucas de Melo Mendonça

Resumo

Visna Maedi virus (VMV) e Caprine arthritis encephalitis virus (CAEV) são dois vírus genericamente conhecidos como Lentivirus de Pequenos Ruminantes. Pertencentes ao gênero Lentivirus, família Retroviridae, eles podem infectar ovinos e caprinos. Apesar do VMV ser mais comumente encontrado em ovinos e o CAEV em caprinos, é possível ocorrer infecção cruzada. A infeção pelo VMV é vitalícia, podendo causar doença de curso lento e progressivo, caracterizada principalmente por mastite indurativa e pneumonia intersticial em ovinos, gerando perdas econômicas e de bem-estar animal. No entanto, poucos são os animais com sinais clínicos evidentes, fato que favorece a disseminação do patógeno e pode subestimar a sua ocorrência caso o diagnóstico seja baseado apenas em evidências clínicas. Para o diagnóstico laboratorial existem técnicas diretas e indiretas, sendo a sorologia pela técnica de Imunodifusão em Gel de Agarose (IDGA) a mais utilizada na rotina devido ao seu baixo custo e fácil execução. Atualmente no Brasil poucos são os estudos sobre a prevalência dos LVPR em ovinos, sendo o presente trabalho o primeiro realizado com ovinos leiteiros. Dessa maneira, este estudo teve como objetivo realizar levantamento soroepidemiológico do vírus e caracterização zoossanitária das propriedades de ovinos leiteiros da região sudeste do país. Para isso foram realizadas visitas a fazendas de ovinos leiteiros da região sudeste, sendo aplicado questionário zoossanitário e realizada coleta de sangue total em tubo sem anticoagulante de animais com idade superior a quatro meses. As amostras foram submetidas ao teste de IDGA para Maedi Visna de acordo com as recomendações do fabricante. O questionário aplicado foi utilizado para caracterizar zootecnicamente as propriedades e estabelecer fatores de risco para infecção pelo VMV. No total foram visitadas sete propriedades, sendo amostrados 756 animais. Das sete propriedades, três apresentaram ao menos um animal positivo, o que equivale a uma prevalência de 42,85% dos rebanhos positivos. Com relação a ocorrência de animais positivos, 0,9% (7/756) dos animais testados foram sororeagentes. Todos os animais positivos possuíam mais de dezoito meses e eram fêmeas, no entanto, não foi observada diferença estatística entre os sexos e entre as faixas etárias. Conclui-se que o VMV se encontra disseminado nos rebanhos de ovinos leiteiros da região Sudeste do Brasil ainda que em baixa prevalência.

Abstract

Assunto

Palavras-chave

Lentivirus, Imunodifusão, ovinos, ovinocultura

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