Extração e comércio de minhocuçus em Minas Gerais: complexidades e incertezas socioambientais
| dc.creator | Raquel Hosken Pereira da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-11T05:16:17Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T22:56:05Z | |
| dc.date.available | 2019-08-11T05:16:17Z | |
| dc.date.issued | 2016-02-23 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/BUBD-AAZHMH | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Ecologia | |
| dc.subject.other | Manejo adaptativo | |
| dc.subject.other | Uso de fauna silvestre | |
| dc.subject.other | Conservação | |
| dc.subject.other | Minhocuçu | |
| dc.subject.other | Cerrado | |
| dc.title | Extração e comércio de minhocuçus em Minas Gerais: complexidades e incertezas socioambientais | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Maria Auxiliadora Drumond | |
| local.description.resumo | O minhocuçu Rhinodrilus alatus é uma espécie endêmica do Cerrado da região central de Minas Gerais utilizada como isca viva para pesca no Brasil. A extração e o comércio de minhocuçus são atividades já consumadas por pelo menos 80 anos, representando uma importante fonte de renda para várias comunidades da região. O objetivo deste trabalho foi analisar a dinâmica da cadeia produtiva dessa espécie a partir de dados de monitoramento de volume comercializado e de entrevistas com os comerciantes. Um levantamento mensal do número de minhocuçus comercializados e dos valores de comercialização foi feito por meio do preenchimento de fichas de controle do comércio pelos comerciantes dos municípios de Paraopeba, Caetanópolis e Curvelo nos anos de 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2014 e 2015. Dez comerciantes contribuíram com o monitoramento regularmente durante os anos de amostragem e foi possível analisar a variação nos dados de comércio de R. alatus e de mais duas espécies de minhocuçus (Rhinodrilus motucu e Rhinodrilus n. sp.). Entrevistas semiestruturadas foram aplicadas a 17 comerciantes e analisadas qualitativamente e pelo Índice de Saliência de Smith. R. alatus é a espécie tradicionalmente mais comercializada na região e atingiu pico de quase 40.000 dúzias vendidas em 2010, de acordo com os registros do monitoramento. R. motucu é vendida em pequena proporção e por curto período do ano. Já Rhinodrilus n. sp. vem gradativamente aumentando sua importância nesse mercado e passou a ser a espécie mais vendida na região em 2014 e 2015. A maioria das vendas está concentrada em dois comerciantes, gerando uma desigualdade social entre esses trabalhadores. Os preços de venda dos minhocuçus variam de acordo com a espécie, o tamanho dos indivíduos e a época do ano. Em 2014 houve um pico nos valores de comercialização de R. alatus devido à baixa disponibilidade dessa espécie no ambiente em decorrência de um evento de seca na região. A seca tem sido apontada como o principal fator para a queda nas vendas de R. alatus nos últimos anos e, com isso, a venda de minhocas exóticas de pequeno porte tem aumentado. A instabilidade da atividade é um fator importante nesse contexto, pois gera muitas incertezas para aqueles que dependem desse recurso. O monitoramento dessas atividades é essencial para entender essa dinâmica e para a proposição de estratégias de manejo, dentro da perspectiva do manejo adaptativo. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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