Alterações do sono autorrelatadas após acidente vascular encefálico no estágio crônico: presença e contribuição para incapacidade funcional

dc.creatorMarcela Ferreira de Andrade Rangel
dc.date.accessioned2023-12-11T21:16:32Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:13:59Z
dc.date.available2023-12-11T21:16:32Z
dc.date.issued2023-11-24
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/61887
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectAcidentes vasculares cerebrais
dc.subjectReabilitação
dc.subjectSono
dc.subject.otherAcidente vascular cerebral
dc.subject.otherSono
dc.subject.otherReabilitação
dc.titleAlterações do sono autorrelatadas após acidente vascular encefálico no estágio crônico: presença e contribuição para incapacidade funcional
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Aline Alvim Scianni
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6922615681702256
local.contributor.referee1Aline Silva de Miranda
local.contributor.referee1Marco Tulio de Mello
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7352933232895726
local.description.embargo2025-11-24
local.description.resumoIntrodução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. As desordens do sono apresentam uma prevalência de 30 a 70% em indivíduos pós-AVE. Estudos apontam que o sono tem um papel importante na cognição e na aprendizagem motora de indivíduos pós-AVE. A presença de distúrbios do sono e uma pior qualidade do sono em indivíduos pós-AVE pode afetar funções importantes, como marcha e equilíbrio, e levar a piores desfechos, como menores níveis de independência. Entretanto, a maior parte dos estudos está restrita apenas ao estágio agudo do pós-AVE, no qual a condição neurológica é mais instável. Objetivos: Descrever a frequência de alterações do sono autorrelatadas de uma amostra de indivíduos pós-AVE em estágio crônico e, após três anos da avaliação inicial, identificar qual alteração do sono autorrelatada pode predizer a capacidade funcional. Método: Estudo longitudinal prospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, sob CAAE 02465118.9.0000.5149. Foram incluídos indivíduos com idade maior ou igual a 20 anos, diagnóstico de AVE há pelo menos 6 meses e sem alterações cognitivas identificadas pelo Mini Exame do Estado Mental. As variáveis independentes foram qualidade do sono, sintomas de insônia, risco de apneia obstrutiva do sono e sonolência excessiva diurna, mensuradas pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Índice de Gravidade de Insônia, Questionário STOP-Bang e Escala de Sonolência de Epworth respectivamente. A capacidade funcional, definida como a variável dependente, foi mensurada por telefone através da Escala Modificada de Rankin, após 3 anos do primeiro contato com os participantes. A regressão linear foi utilizada para identificar quais alterações do sono poderiam predizer a capacidade funcional em indivíduos pós-AVE em estágio crônico. Os testes estatísticos foram realizados no programa SPSS (versão 21.0), considerando nível de significância de 5%. Resultados: Participaram do estudo 65 indivíduos com média de idade de 59,8 (DP 12,9) anos e com média de tempo pós-AVE de 62,2 (DP 59,9) meses. A maioria dos indivíduos era do sexo masculino (53,8%) e foi diagnosticada com AVE do tipo isquêmico (81,5%). Quanto às alterações do sono autorrelatadas, 67,7% dos indivíduos apresentaram má qualidade do sono, 52,4% reportaram sintomas de insônia, 80% foram classificados com risco intermediário ou alto de apneia obstrutiva do sono e 33,9% relataram sonolência excessiva diurna. Apenas 13,8% da amostra foi encaminhada para a polissonografia após o AVE e 20% dos participantes descreveram que os primeiros sinais do AVE foram notados logo após o despertar. Apenas o risco de apneia obstrutiva do sono foi um preditor significativo da capacidade funcional e explicou 5% da variância da pontuação da Escala Modificada de Rankin. Conclusão: Alterações do sono autorrelatadas têm uma frequência moderada a alta em indivíduos pós-AVE em estágio crônico. O risco de apneia obstrutiva do sono foi um preditor da capacidade funcional no estágio crônico do pós-AVE. Apesar da considerável frequência das alterações do sono autorrelatadas, poucos indivíduos foram encaminhados para a polissonografia. Alterações do sono devem ser consideradas e avaliadas no processo de reabilitação, mesmo após um longo período desde o AVE.
local.identifier.orcid0000-0002-0897-2133
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

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